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Outono 2026: saiba qual a previsão do tempo no Grande Recife e em Pernambuco

Segundo o Apac, as chuvas devem aumentar no Grande Recife, Litoral, Agreste e Zona da Mata de Pernambuco. Apesar disso, a previsão indica que as precipitações fiquem com volumes normal ou abaixo da média

Bartô Leonel

Publicado: 20/03/2026 às 11:20

O outono caracteriza-se como uma estação de transição entre o verão e o inverno.
/Foto: Rafael Vieira / DP Fotos

O outono caracteriza-se como uma estação de transição entre o verão e o inverno. (Foto: Rafael Vieira / DP Fotos)

Com o início oficial às 11h45 desta sexta-feira (20), o outono em Pernambuco traz consigo um aumento na quantidade de chuvas no Grande Recife e nas regiões do Litoral, Zona da Mata e Agreste de Pernambuco, além da diminuição progressiva dos acumulados pluviométricos no Sertão, conforme indica a previsão da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

De acordo com a climatologia da Apac, durante os meses de abril, maio e junho, os totais médios de precipitação previstos para esse período são de aproximadamente 901 mm no Grande Recife, 572 mm na Zona da Mata, 323 mm no Agreste e 187 mm no Sertão.

Apesar desse quantitativo de chuva, o meteorologista da Apac, Thiago do Vale, afirma que a previsão climática do outono indica chuvas que devem ficar no volume normal ou abaixo da média.

“Nessa época do ano, a região Metropolitana, da Mata Norte e Mata Sul têm volumes de chuva que vão começar a ficar mais intensos e mais volumosos. Já no Agreste, essas precipitações tendem a ser mais volumosas, porém de forma mais irregular. Enquanto que no Sertão, a primeira metade do outono tende a continuar com pancadas de chuvas fortes, porém, na segunda metade, a tendência é de ficar mais seco”, iniciou.

“A previsão climática para esse trimestre, que compreende o outono, indica que as chuvas devem ficar em torno da normal abaixo da média. Porém, deve-se saber que as chuvas podem ocorrer de forma isoladas, porém com volumes fortes”, explicou Thiago do Vale.

Temperaturas

Ainda segundo a Apac, durante o outono ocorre uma redução gradual da temperatura do ar em todo o estado, com dias se tornando mais amenos e as noites mais frescas, sobretudo a partir de junho.

Esse comportamento está associado ao movimento de translação da Terra combinado com a inclinação do seu eixo, que favorece maior incidência de radiação solar no Hemisfério Norte, resultando assim na diminuição progressiva da duração do período diurno no Brasil ao longo do outono.

Por conta disso, o outono caracteriza-se como uma estação de transição entre o verão e o inverno.

Ventos e nebulosidade

Durante esta estação, segundo a Apac, é comum observar uma maior persistência de ventos provenientes do oceano e um aumento da nebulosidade no Recife, fenômenos que podem contribuir para a sensação térmica mais amena ao longo do dia e noites menos quentes em comparação ao verão.

O maior aparecimento de nuvens também reduz a incidência direta de radiação solar, favorecendo temperaturas máximas ligeiramente mais baixas e menor amplitude térmica diária.

Explicação do outono

O outono, que se estende até às 5h25 do dia 21 de junho de 2026, é marcado pelo equinócio, um fenômeno astronômico caracterizado pelo alinhamento do Sol com a linha do Equador.

Nesse momento, a incidência dos raios solares ocorre de forma aproximadamente perpendicular à latitude de 0°, resultando em dias e noites com durações praticamente iguais em ambos os hemisférios.

O término da estação ocorre com o solstício de inverno, quando a inclinação do eixo terrestre faz com que o Sol atinja sua posição aparente mais ao norte em relação à Terra.

Situação das barragens

Com a chegada do fim do verão, que acontece nesta sexta (20), a situação das barragens no estado de Pernambuco permanecem basicamente as mesmas em relação ao início do mês.

Atualmente, temos 23 reservatórios em situação de colapso, ou seja, com menos de 10% da capacidade de armazenamento. Esse quantitativo mostra que um dos reservatórios que estavam em situação de pré-colapso teve uma diminuição no acúmulo de água, em comparação a situação noticiada pelo Diario de Pernambuco no dia 4 de março.

Também houve uma diminuição na quantidade de barragens vertendo, diminuindo de seis reservatórios para cinco em 16 dias.

Apesar disso, a barragem de Jucazinho em Surubim, responsável pelo abastecimento de 13 municípios do Agreste, teve um aumento de 1,86% para 2,01% na quantidade de água acumulada.

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