Vigilantes e domésticas: quem são os indiciados pelo incêndio na casa de Antônio Rueda, em Toquinho
Quatro pessoas foram indiciadas pelo incêndio criminoso na casa do político, em Toquinho, em março de 2024. Polícia não informou o motivo nem se existiu mandante
Publicado: 10/03/2026 às 13:57
Casa de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, é situada em Toquinho, no litoral sul do Estado (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Dois vigilantes e duas empregadas domésticas. Essas são as pessoas indiciadas pelo incêndio criminoso registrado em março de 2024, na casa de praia do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, em Serrambi, no Litoral Sul de Pernambuco.
Além da casa do político, também foi incendiada a casa de uma irmã dele, que é vizinha, na Praia de Toquinho.
Segundo informações publicadas inicialmente pelo portal Metrópoles , os envolvidos são José Pereira Gomes, Maria das Dores dos Santos Maciel, Aluísio Ângelo da Silva e Maria Valéria dos Santos.
O inquérito da Polícia Civil, presidido pelo delegado Ney Luiz, não apontou o motivo do incêndio nem disse se existe um mandante e quem seria ele.
De início, foi cogitado que o crime poderia ter relação com questões políticas, por causa de disputas internas no partido comandado por Rueda.
Diante do exposto, adotadas as medidas necessárias para apuração do fato noticiado, os elementos colhidos indicaram pela configuração do crime de incêndio, revelando indícios de materialidade e de autoria capazes de ensejar o indiciamento dos investigados José Pereira Gomes, Maria Das Dores Dos Santos Maciel, Aluisio Angelo da Silva e Maria Valeria dos Santos, e pela prática do crime previsto no Art. 250, § 1º, A, do Código Penal", aponta o inquérito, também obtido pelo Diario.
Indiciados
José Pereira Gomes trabalhava como vigilante e estava de serviço no dia do incêndio. Ele é irmão de Luciano Pereira Gomes, que não foi indiciado, e marido de Maria das Dores dos Santos Maciel, uma das indiciadas.
No dia do incêndio, José Pereira fez um PIX para um posto de combustíveis em Serrambi. O celular da usina na qual ele trabalha estava conectado a uma antena na área e no horário do crime.
Ele afirmou que a compra seria de um produto para limpar peças do carro, mas a polícia considerou o pagamento suspeito, podendo ser referente à compra de combustível.
Maria das Dores dos Santos Maciel é uma diarista que trabalhava em uma casa localizada a menos de 50 metros do local do crime.
Segundo o inquérito, ela recebeu várias ligações do telefone funcional que estava com o marido, José Pereira, durante o período considerado crítico da ocorrência.
Para os investigadores, ela deu apoio operacional ao crime, com troca de informações em tempo real e observação da movimentação no local.
Aluísio Ângelo da Silva também é vigilante. Ele é colega de José Pereira Gomes e afirmou inicialmente à polícia que estava de folga em Paudalho, na Zona da Mata.
O inquérito mostra, no entanto, que o celular dele aponta conexão com a antena que atende a região das casas por volta das 18h10.
Segundo o inquérito, Aluísio atuou como coautor e executor do incêndio, em sincronia com os demais envolvidos.
Maria Valéria dos Santos, também doméstica, trabalhava na casa de Maria Emília Rueda. Ela é esposa de Luciano Pereira Gomes e cunhada de José Pereira Gomes e de Maria das Dores.
De acordo com a perícia, a casa de Maria Emília, onde Maria Valéria trabalhava e guardava as chaves, não tinha sinais de arrombamento. Já a residência de Antonio Rueda teve portas ou acessos forçados, indicando que a entrada na casa de Maria Emília pode ter sido facilitada por alguém com acesso às chaves.
Segundo o relatório, Maria Valéria atuou como facilitadora do acesso ao imóvel, o que permitiu que o incêndio fosse iniciado nas duas casas quase ao mesmo tempo.