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"Dinâmica do delito planejada": o que a polícia concluiu sobre incêndio na casa de praia de Rueda

O inquérito indiciou quatro pessoas, sendo dois vigilantes e duas empregadas domésticas. Não aponta, no entanto, o motivo do crime nem se existe um mandante

Diario de Pernambuco

Publicado: 10/03/2026 às 14:36

Casa de Rueda foi incendiada em Pernambuco/Foto: Arquivo

Casa de Rueda foi incendiada em Pernambuco (Foto: Arquivo)

No inquérito que investigou o incêndio na casa de praia do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, em Toquinho, no Litoral sul de Pernambuco, a Polícia Civil detalhou o que aconteceu no dia 11 de março de 2024.

O inquérito indiciou quatro pessoas, sendo dois vigilantes e duas empregadas domésticas.

Ele não aponta, no entanto, o motivo do crime nem se existe um mandante.

A princípio, foi cogitada a possibilidade crime com fundo político, em virtude de disputas internas no partido.

Além da casa de Rueda, houve incêndio na residência de uma irmã dele, Emília Rueda.

O inquérito, obtido pelo Diario, foi feito a partir do Boletim de Ocorrência registrado pelo representante das vítimas, o advogado Clovis Cavalcanti Ramos Neto.

Ele relatou ter recebido uma ligação de Maria Emília entre 19h e 20h, solicitando que se deslocasse até a residência em questão, após receber informações de funcionários do condomínio sobre um incêndio nas residências dela e de seu irmão, que são vizinhas.

“O depoente afirmou que, aparentemente, o incêndio tinha motivações criminosas”, mostra o inquérito policial.

Logo depois, a polícia enviou equipes para o local. Foram, então, feitas uma perícia no local do crime e a solicitação de imagens de câmeras de segurança das proximidades.

“O local em questão é classificado como um condomínio de alto padrão, com a maior parte das residências sendo ocupadas esporadicamente ao longo do ano, permanecendo sob a vigilância de pessoas contratadas pelos proprietários. Em razão da presença de segurança privada, poucas residências instalaram câmeras de vigilância próprias, uma vez que o condomínio dispõe de sistema de monitoramento”, informa o documento da polícia.

Ainda segundo o inquérito, nas imediações das residências incendiadas, há uma câmera de segurança instalada em um poste na via pública, a qual registrou o início do incêndio em uma das casas.

“O vídeo capturado evidencia o ambiente escuro e também o surgimento das chamas na mencionada residência”, acrescenta.

Detalhes

Assinado pelo delegado Ney Luiz, o documento disse que, nas imagens, após o aparecimento da luminosidade provocada pelo fogo, é possível visualizar pelo menos uma pessoa próxima ao foco do incêndio, que, em seguida, “empreende fuga”, aparentemente pelos fundos da residência, em direção ao manguezal.

No vídeo, é possível comprovar a presença e fuga dessa pessoa entre 5 minutos e 25 segundos e 5 minutos e 34 segundos.

“Diante desses elementos, restou evidente que a dinâmica do delito foi cuidadosamente planejada, levando em consideração a escassez de câmeras de segurança no local e o horário em que o crime foi praticado, após o anoitecer. Ademais, das peculiaridades da região decorrem várias possibilidades de fuga, sobretudo considerando que as casas incendiadas podem ser acessadas por barco/lancha e por tal meio tornam-se ainda mais diversificadas as possíveis rotas de fuga”.

Fogo

O inquérito informou, ainda, que o Instituto de Criminalística eliminou, quanto às causas que deram início ao fogo, as hipóteses de curto-circuito, combustão espontânea ou ação da natureza.

“As imagens das câmeras de vigilância do condomínio confirmaram uma atividade suspeita no momento em que o incêndio começou, reforçando a conclusão de que o incêndio foi provocado de forma criminosa intencional. Além disso, a perícia revelou que a entrada dos suspeitos em uma das casas se deu mediante arrombamento de uma das portas”.

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