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JUSTIÇA

Caso Renata: acusação na expectativa de que João Raimundo seja condenado a 40 anos de prisão

Julgamento de João Raimundo, réu acusado de assassinar Renata Costa, entrou no segundo dia; na tarde desta quinta (26), advogados da defesa irão apresentar os seus argumentos

Diario de Pernambuco

Publicado: 26/02/2026 às 14:46

O júri popular aconteceu nesta segunda-feira (19), no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano/Foto: Divulgação

O júri popular aconteceu nesta segunda-feira (19), no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano (Foto: Divulgação)

Durante o intervalo do julgamento de João Raimundo Vieira da Silva de Araújo, a assistência de acusação afirmou que a expectativa é de que ele seja condenado a, no mínimo, 40 anos de prisão. O réu é acusado de ter assassinado a administradora Renata Alves Costa, morta aos 35 anos, com um tiro na cabeça, em seu próprio apartamento, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte do Recife, em agosto de 2022.

Em entrevista a emissoras, a assistente de acusação Carol Amorim destacou que a alta expectativa de pena se deve à quantidade de crimes acumulados pelo réu. “Ele está sendo julgado por feminicídio. Por sequestro, cárcere privado e tentativa de sequestro de duas outras moças que, quando ele saiu da casa de Renata, ele foi procurá-las. Julgado pelo crime de estupro, lesões corporais anteriores, dissociadas do feminicídio”, pontuou.

Na manhã desta quinta, durante 1h30, a acusação apresentou aos jurados a vida pregressa do réu e seu perfil violento, mediante fotos, documentos anexados aos autos do processo e trechos de conversas extraídos do telefone de Renata. “Isso foi muito explorado para mostrar o tipo de relação que eles tinham, de dominação por parte dele, manipulação, mentiras. Isso ficou caracterizado pela acusação”, detalhou a advogada.

Além disso, Carol afirmou que a acusação também apresentou outros boletins de ocorrência e referentes a outros processos criminais com outras vítimas. “Existe uma tônica aí de violência doméstica contra mais três mulheres fora Renata, pelo menos. E também temos a situação do Mar Hotel, que ele já respondia a um processo por tentativa de homicídio de uns seguranças de lá”, contou.

Agora à tarde, advogados da defesa de João Raimundo irão apresentar seus argumentos. A acusação acredita que, com base no interrogatório realizado com o réu no dia anterior (25), os advogados dele irão alegar que o tiro foi acidental.

O que aconteceu

O crime ocorreu no dia 6 de agosto de 2022, dentro do apartamento onde Renata morava, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte da capital pernambucana. Segundo as investigações, ela foi morta com um tiro na testa em um contexto de violência doméstica.

O principal réu foi preso três dias após o crime, no aeroporto de Natal (RN). Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco por feminicídio, sequestro e cárcere privado.

De acordo com a investigação, o acusado já possuía antecedentes por agressão contra a ex-esposa e cumpria prisão domiciliar à época do crime. No dia do assassinato, ele teria rompido a tornozeleira eletrônica. A apuração policial também apontou que o caso estaria relacionado a um histórico de violência física e psicológica contra a vítima.

 

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