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Chacina de Poção: acusados de matar conselheiros tutelares são julgados no Recife

Chacina de Poção, no Agreste, aconteceu 3m 2015. Segundo TJPE, estão no banco dos reús, a partir desta quarta, Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva. O júri de Leandro José da Silva, que estava marcado também, foi adiado a pedido da defesa

Diario de Pernambuco

Publicado: 04/02/2026 às 13:18

Julgamento aconteceu na sexta (25), no Fórum Thomaz de Aquino, no Centro do Recife/Foto: Reprodução/Google Street View

Julgamento aconteceu na sexta (25), no Fórum Thomaz de Aquino, no Centro do Recife (Foto: Reprodução/Google Street View)

Começou nesta quarta (4), na 4ª Vara do Tribunal do Júri do Recife, no Fórum Thomaz de Aquino, no Centro da cidade, o julgamento de réus no caso que ficou conhecido como a "Chacina de Poção”, no Agreste de Pernambuco.

No dia 6 de fevereiro de 2015, no Sítio Cafundó, na zona rural de Poção, um carro do Conselho Tutelar foi interceptado numa emboscada que resultou na execução de quatro vítimas.

De acordo com os autos do processo, as investigações policiais teriam apontado que o crime havia sido encomendado pela avó paterna da menina, Bernadete de Britto Siqueira, a partir da contratação de grupo de extermínio para eliminar a família materna e garantir a guarda da neta.

A denúncia apontou oito pessoas como responsáveis pela chacina.

Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), estão no banco dos reús, a partir desta quarta, Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha e José Vicente Pereira Cardoso da Silva.

O júri de Leandro José da Silva, que estava marcado também, foi adiado a pedido da defesa. A sessão é presidida pela juíza Maria Segunda Gomes.

Acusações

Os acusados respondem por homicídio qualificado de quatro pessoas.

Os assassnatos foram praticados, segundo os autos, mediante paga ou promessa de recompensa, ou por motivo torpe; à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime.

Vítimas

As vítimas foram três conselheiros tutelares do município de Poção, sendo eles José Daniel Farias Monteiro, Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos e Carmem Lúcia da Silva, além da senhora Ana Rita Venâncio, avó materna da criança Ana Cláudia Venâncio de Britto Siqueira (na época com três anos de idade), a única sobrevivente do caso.

Júri

A sessão do julgamento começou com a formação do Conselho de Sentença, composto por seis mulheres e um homem. Depois houve a leitura da denúncia. No momento, começaram a ser ouvidas as testemunhas de acusação e depois serão ouvidas as de defesa.

Em seguida, os réus serão interrogados. Logo depois, será realizada a fase de debates com a apresentação da argumentação do Ministério Público, e da defesa sobre o caso, e depois com a réplica e a tréplica dos representantes dos referidos órgãos.

Por fim, o Conselho de Sentença se reune para deliberar sobre os acusados, sendo o júri encerrado com a juíza realizando a dosimetria da pena dos réus e lendo a sentença em Plenário.


Outro julgamento

No fim do ano passado, Egon Augusto Nunes de Oliveira, Orivaldo Godê de Oliveira e Ednaldo Afonso da Silva, julgados por participarem da "Chacina de Poção", foram condenados, em sessão do júri realizada na 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, no Fórum Thomaz de Aquino.

Os acusados Egon Augusto Nunes de Oliveira e Orivaldo Godê de Oliveira foram condenados a 101 anos e 4 meses de reclusão.

Ednaldo Afonso da Silva foi condenado a 12 anos e seis meses de reclusão pelo homicídio simples do conselheiro tutelar Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos, sendo absolvido dos demais homicídios.

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