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Tráfico de drogas

Advogado é alvo de operação que descobriu estufa de maconha em casa em Jaboatão

As informações foram repassadas pela Polícia Civil de Pernambuco, nesta terça-feira (3). Os homens foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico e acabaram sendo liberados

Mareu Araújo

Publicado: 03/02/2026 às 13:05

Plantio de maconha foi descoberto em uma residência em Candeias, segundo polícia

/Divulgação

Plantio de maconha foi descoberto em uma residência em Candeias, segundo polícia (Divulgação)

Um advogado, de 35 anos, foi alvo de uma operação contra o tráfico de drogas, no Grande Recife. Ele e outro suspeito, de 32, foram presos em flagrante, no sábado (31), com 46 quilos de maconha, em uma casa, em Candeias, em Jaboatão dos Guararapes. A erva era plantada na residência, em estufas.

As informações foram repassadas pela Polícia Civil de Pernambuco, nesta terça-feira (3). Os homens foram autuados por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

De acordo com a PCPE, o advogado, que não teve o nome divulgado, foi liberado em audiência de custódia no domingo (1º). O outro homem foi liberado mediante uso de tornozeleira eletrônica.
A dupla não tinha antecedentes criminais registrados.

Na casa, a corporação apreendeu vários pés de maconha e itens para fabricação e acondicionamento da erva.

Segundo o delegado João Leonardo, titular da Delegacia de Santo Amaro, eles moravam juntos em uma casa de quatro quartos, em dois deles a dupla cultivava a erva. No entanto, em depoimento, o homem de 32 anos confessou ser o dono das estufas e que o cultivo era para uso próprio.

“O advogado declarou que, apesar de morar na casa de favor, ele não tinha acesso aos quartos e não sabia o que era e nem da existência das estufas”, continua o policial, que afirmou que o cheiro da planta podia ser sentido da porta da casa.

Investigação

De acordo com João Leonardo, a investigação começou após a notícia de que dois homens estavam vendendo drogas na área central do Recife. “A gente acompanhou eles por uma semana. Eles tinham uma conduta bem característica antes de entrar na casa, eles davam voltas no quarteirão, abaixavam o vidro e aí entravam”, detalha.

A corporação estima que a produção tenha iniciado a cerca de três meses.

“Eles vendiam maconha do tipo flor em festas e bares do Centro do Recife. Esse tipo de erva tem o THC mais concentrado, por isso se torna uma droga de valor maior. Um zip loc custava R$ 50 a R$ 70”, explica o delegado.

 

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