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Quatro presos em ataque no TI Barro não tinham antecedentes criminais, diz PM

Os homens foram presos após um ataque a torcedores do sport nas proximidades do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife; suspeitos foram identificados por meio do cruzamento de imagens divulgadas nas redes sociais com dados da inteligência

Cadu Silva

Publicado: 26/01/2026 às 12:24

Diretor adjunto de operações da PMPE, coronel Hélio Ribeiro, e o delegado de Repressão à Intolerância Esportiva, Raul Carvalho/Foto: Marina Torres/DP

Diretor adjunto de operações da PMPE, coronel Hélio Ribeiro, e o delegado de Repressão à Intolerância Esportiva, Raul Carvalho (Foto: Marina Torres/DP)

Os quatro homens presos por envolvimento no ataque contra torcedores ocorrido nas proximidades do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife, não possuíam antecedentes criminais, segundo informou a Polícia Militar de Pernambuco, nesta segunda-feira (26) em coletiva de imprensa. Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos foram identificados por meio do cruzamento de imagens divulgadas nas redes sociais com dados da inteligência.

O crime aconteceu antes do clássico entre Santa Cruz e Náutico, realizado na Arena de Pernambuco. Apesar de o jogo envolver apenas as duas equipes, as vítimas eram torcedores do Sport que passavam pela região no momento da agressão.

 

De acordo com o Coronel Hélio Ribeiro, diretor adjunto de planejamento operacional da PM, o chamado ao 190 foi registrado por volta das 11h45. Viaturas do 12º BPM, do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e de motocicletas foram acionados para a ocorrência. Ao chegarem ao local, os suspeitos já haviam fugido.

As diligências continuaram ao longo do dia e, com a circulação de vídeos e imagens do ataque nas redes sociais, os setores de inteligência da Polícia Militar e da Polícia Civil realizaram o confronto do material, o que possibilitou a identificação de quatro suspeitos. Dois suspeitos foram detidos na entrada do estádio, enquanto os outros dois foram presos dentro da Arena de Pernambuco.

Conforme o delegado Raul Carvalho, titular da Delegacia de Repressão à Intolerância Esportiva, os detidos vestiam camisas do Santa Cruz, mas ainda não há confirmação se eles pertencem a torcidas organizadas. A eventual ligação com grupos organizados será apurada no inquérito policial. A corporação reforçou que nenhum dos quatro possuía registro anterior na polícia.

Ainda de acordo com a Polícia, os quatro suspeitos, com idades entre 19 e 23 anos, foram autuados em flagrante pelos crimes de lesão corporal, associação criminosa, dano qualificado ao patrimônio e provocação de tumulto, todos praticados em contexto de violência esportiva. A soma das penas pode ultrapassar 15 anos de prisão.

No local do ataque, a perícia encontrou dois barrotes de ferro, além de vestígios de sangue no veículo das vítimas. Alguns dos suspeitos também apresentavam manchas de sangue nas roupas no momento da abordagem.

O Instituto de Criminalística realizou a perícia no automóvel e coletou possíveis materiais genéticos para subsidiar as investigações.

Raul Carvalho afirmou que três vítimas foram identificadas até o momento, sendo duas com ferimentos mais graves. As vítimas estão sendo localizadas para a realização de exames no Instituto de Medicina Legal (IML), que irão definir a extensão das lesões.

A autoridade policial representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que passaram por audiência de custódia na manhã desta segunda. As investigações continuam, e a polícia não descarta a identificação de outros envolvidos no ataque. Até o fechamento desta matéria a reportagem não obteve resposta sobre resultado da audiência de custódia dos acusados.

A Polícia Militar informou ainda que o esquema de segurança para os próximos jogos, incluindo o clássico entre Santa Cruz e Sport, será reavaliado e reforçado, com aumento do efetivo, escolta de torcedores, reforço em terminais integrados e monitoramento contínuo das redes sociais.

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