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Política
ELEIÇÕES 2026

Coligação de João Campos denuncia suposto uso de policiamento para atrapalhar eleições em Pernambuco

Ações da Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada por João Campos (PSB), estão sendo protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral

Marília Parente

Publicado: 04/10/2026 às 16:31

Imagens anexadas à representação/Reprodução

Imagens anexadas à representação (Reprodução)

A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB), denunciou suposto uso de policiamento para atrapalhar eleitores. Protocolada neste domingo (4) junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), a ação menciona abordagens seletivas por símbolos políticos lícitos e cores de vestimenta.

Segundo o jurídico da Frente, militantes com roupas amarelas chegaram a ser forçados a retirar as vestes. Outros cidadãos também teriam sido forçados a colocar a mão na cabeça e encostar na parede, em posição de contenção e abordagem criminal, sem justificativa concreta.

Com registros fotográficos anexados, a denúncia também fala sobre a instalação de blitzes em corredores de circulação de eleitores, com montagem de ponto de fiscalização e retenção viária. Uma operação assim teria ocorrido na Avenida Vereador Otacílio de Azevedo, próximo ao Terminal de Ônibus do Brejo, afetando a circulação em local estratégico de deslocamento de eleitores.

Também é mencionada a atuação ostensiva e intimidatória de efetivo policial, com elevado volume de viaturas, agentes fortemente armados, armamento pesado e tropas especializadas (como o CORE), no entorno e acessos aos locais de votação. Segundo a coligação, foram realizadas ainda intervenções e fiscalizações sobre materiais de campanha, bandeiras e adesivos de eleitores sem que houvesse flagrante delito ou risco concreto.

Operação Saturação Eleições 2026

A representação foca especificamente no planejamento operacional da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) intitulado "Operação Saturação Eleições 2026". Segundo o documento protocolado no TRE-PE, a operação previa o emprego massivo e concentrado de efetivo policial, viaturas e unidades especializadas em áreas e corredores de votação do Recife.

A coligação relata que o tribunal já havia concedido uma decisão liminar determinando a suspensão da operação e proibindo bloqueios ou revistas generalizadas sem justificativa concreta de segurança. No entanto, a nova petição de reconsideração acusa o Estado de descumprir a ordem judicial, alegando que a operação continuou sendo executada na prática sob a aparência de policiamento ordinário no dia da votação.

A ação pede a paralisação imediata de toda e qualquer atuação que reproduza materialmente a operação, promovendo a desmobilização dos efetivos, equipes e viaturas. Também é solicitada a intimação pessoal e imediata do comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, para que faça cessar a atividade.

A reportagem procurou a Polícia Militar e a Secretaria de Defesa Social por e-mail em busca de posicionamento sobre o caso.

A reportagem procurou a Polícia Militar e a Secretaria de Defesa Social por e-mail em busca de posicionamento sobre o caso.

O que diz a SDS

Por meio de nota, a SDS informou que a atuação das forças de segurança, no primeiro turno das Eleições 2026, segue um planejamento operacional, visando garantir a segurança do pleito, a livre circulação e o cumprimento da legislação eleitoral.

De acordo com a SDS, as equipes foram orientadas a atuar de forma técnica, imparcial e dentro dos parâmetros legais, sem direcionamento político ou partidário. As ações de fiscalização e abordagens têm como objetivo prevenir e coibir práticas que possam comprometer a segurança e a regularidade do processo eleitoral.

A nota da SDS informa ainda que, até o fim da manhã deste domingo (4), foram registradas 124 ocorrências relacionadas ao pleito em Pernambuco, incluindo casos de boca de urna, distribuição irregular de material de campanha e suspeita de compra de votos, com prisões e apreensões em diferentes regiões do estado, como Afogados da Ingazeira, Petrolina e Recife.

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