Vereador do Recife associa polêmica envolvendo Nossa Senhora da Aparecida ao PT: "Desespero"
Fred Ferreira (PL), durante reunião plenária realizada pela Câmara Municipal do Recife, alegou que "quem gosta de fake news é a tropa do PT"
Publicado: 28/09/2026 às 19:10
Fred Ferreira (PL) (Câmara Municipal do Recife)
O vereador Fred Ferreira (PL), durante reunião plenária realizada pela Câmara Municipal do Recife, na manhã desta segunda-feira (28), atribuiu ao PT a polêmica que associa os evangélicos a um suposto projeto de lei que prevê a retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
"Quem gosta de fake news é a tropa do PT. Até ele [Lula] agora tá querendo dizer que os evangélicos estão lutando contra os católicos, nos quais ele está vendo que está perdendo a eleição", disse em resposta a uma colocação da vereadora e candidata a deputada federal Kari Santos (PT), que havia se referido a Jair Bolsonaro como "corrupto" e "bandido".
Em outro trecho do discurso, Fred Ferreira diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está desesperado. "[Ele] foi pra própria Globo inventar aquela situação, dizendo que os evangélicos estão querendo retirar o nome da padroeira. Enfim, tá perdido, ele tá vendo que vai perder a eleição, tá vendo que a mamata vai acabar, declarou.
Aparecida no centro do debate
A polêmica envolvendo a Nossa Senhora da Aparecida surgiu após um comentário da jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, sobre uma suposta mobilização de evangélicos contra o título de Padroeira do Brasil. Posteriormente, a emissora se retratou e esclareceu que o projeto mencionado era antigo e estava arquivado.
O projeto em questão era o PL 2.623/2007, apresentado por Victório Galli (PP) durante o mandato de deputado. A proposta pretendia alterar a Lei nº 6.802/1980, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O texto foi rejeitado e arquivado definitivamente em 2008.
Após a repercussão nas redes sociais, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que afirmavam que Flávio Bolsonaro ou sua família queriam retirar o título da santa. Na decisão, classificou a alegação como “notoriamente inverídica”.
Dias depois, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a ordem em relação a uma publicação do humorista Antonio Tabet, considerando que a decisão poderia ferir a liberdade de expressão.
Em meio ao escalonamento da questão, Flávio Bolsonaro classificou o caso como fake news e disse respeitar todas as religiões. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também negou envolvimento na disseminação do boato e criticou o uso político da religião.