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ELEIÇÕES 2026

Augusto Cury defende manter Bolsa Família para recém-empregados

Em agenda no Recife, candidato do Avante afirma que medida busca evitar que beneficiários tenham medo de ingressar no mercado formal

Adelmo Lucena

Publicado: 25/09/2026 às 14:54

Candidato a presidente do Brasil, Augusto Cury (Avante), em visita ao Recife/Foto: Mauricio Ferry/DP Foto

Candidato a presidente do Brasil, Augusto Cury (Avante), em visita ao Recife (Foto: Mauricio Ferry/DP Foto)

Durante agenda de campanha no Recife nesta sexta-feira (25), o candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury defendeu a manutenção do Bolsa Família mesmo para trabalhadores que conquistarem um emprego de carteira assinada.

“Não é possível viver com R$ 600, e agora 15% a mais do que isso. Isso não dá dignidade para ninguém. As pessoas têm medo de assinar carteira e têm medo de abrir uma microempresa porque temem perder o benefício”, declarou Cury durante o evento.

O candidato e escritor afirmou ainda que “quem assinar carteira ou abrir uma microempresa não vai perder o benefício por, pelo menos, 15 anos”.

A proposta de Cury prevê que o Bolsa Família funcione como uma espécie de mecanismo de transição para beneficiários que ingressem no mercado formal ou abram uma microempresa.

Ideia não é exatamente novidade

Atualmente, o Bolsa Família não corta automaticamente o benefício quando alguém consegue emprego com carteira assinada ou vira MEI. Atualmente, uma família pode inclusive receber normalmente o Bolsa Família se, apesar da formalização, continuar com renda de até R$ 218 por pessoa.

Quando o aumento de renda faz a família ultrapassar esse patamar, existe a chamada Regra de Proteção. Para famílias que ingressaram a partir de julho de 2025 e têm renda considerada não permanente, é possível continuar no programa por até 12 meses, recebendo 50% do benefício, desde que a renda familiar não ultrapasse R$ 706 por pessoa. Há regras diferentes para quem já estava nessa situação antes de julho de 2025.

O ponto da proposta de Cury que se diferencia é o prazo de 15 anos; a ideia já havia sido apresentada pelo candidato em outras agendas de campanha, quando defendeu que trabalhadores com carteira assinada ou como Microempreendedores Individuais (MEIs) não deixassem imediatamente de receber o benefício. Segundo ele, a medida teria como objetivo evitar que o receio de perder a renda do programa desestimule a formalização e o empreendedorismo.

A defesa foi feita após o governo federal anunciar um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a correção, o valor mínimo do programa passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777. Antes mesmo do encontro no Recife, Cury havia afirmado que o reajuste deveria ser maior, de 30% ou mais.

O evento foi realizado em Boa Viagem e teve a presença de Waldemar Oliveira, candidato a deputado federal, e Sebastião Oliveira, candidato a deputado estadual. A programação incluiu um bate-papo do presidenciável com representantes do Avante de diferentes regiões do estado.

O encontro abordou o cenário político nacional, os desafios do país e a participação do partido no pleito. A agenda também reuniu apoiadores das candidaturas de Augusto Cury à Presidência.

Augusto Cury desembarcou no Recife pela manhã e seguiu para o comitê de Waldemar e Sebastião Oliveira, localizado na Avenida Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem. O encontro reuniu candidatos, apoiadores e lideranças políticas do Avante em Pernambuco. A programação faz parte da reta final da campanha para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Após a passagem pelo Recife, a agenda divulgada previa ainda a participação de Augusto Cury em um compromisso em Salvador (BA), no período da noite.

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