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ELEIÇÕES 2026

"Não estou com ela por oportunismo", diz Miguel Coelho sobre não compor chapa majoritária de Raquel

Miguel Coelho (União) era cotado para compor a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Senado, mas retirou a pré-candidatura de última hora e se lançou candidato a deputado federal

Elaine Guimarães

Publicado: 02/09/2026 às 18:26

Miguel Coelho (União)/Foto: Elaine Guimarães/DP Foto

Miguel Coelho (União) (Foto: Elaine Guimarães/DP Foto)

O candidato a deputado federal Miguel Coelho (União) comentou, nesta quarta-feira (2), sobre manter apoio à governadora Raquel Lyra (PSD) mesmo após ficar de fora da chapa majoritária dela. Ele era cotado para concorrer ao Senado pela coligação Pernambuco de Coração.

“Queria, sim, ser candidato ao Senado, mas, ao final da pré-campanha, Raquel tomou a decisão, montou a chapa como ela bem entendeu e pediu para que a gente pudesse continuar com ela como candidato a deputado federal. Eu não estou com ela por oportunismo, e sim por convicção, por acreditar que ela é a melhor para recuperar a credibilidade, a liderança, o brilho no olho do povo pernambucano”, disse ao Diario de Pernambuco.

A vaga da federação União Progressista para disputa ao Senado pela chapa de Raquel foi ocupada por Eduardo da Fonte (PP), após disputas internas. A decisão, por fim, ficou na mão da governadora.

O ex-prefeito de Petrolina, no Sertão, também comentou como tem visto o início de campanha eleitoral, durante uma agenda de Raquel no Ipsep, Zona Sul do Recife, no início da noite da quarta.

“Aqui em Pernambuco, com todo o respeito aos demais candidatos, vai ter uma eleição polarizada entre Raquel e o seu adversário. E, nesse momento incerto, o ideal era que a gente pudesse comparar as histórias, comparar o que cada um fez e o que cada um quer e pode fazer por meio da sua força política pelo nosso estado, por todas as regiões de Pernambuco”, disse.

Ele apontou, ainda, que a maneira como a eleição estadual tem se desenrolado cria uma “cortina de fumaça” que tira o foco “do que é importante”.

“Você mancha vidas, famílias, histórias que não têm nada a ver com a política. Eu acho que tem que se jogar, como a própria governadora fala, dentro das quatro linhas, onde o respeito nunca pode faltar. Na política, tem adversário, não pode ter inimigo. Os adversários têm que se respeitar, porque a gente deve isso a quem nos assiste, que é o eleitor”, finalizou.

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