° / °
Política
ELEIÇÕES 2026

Campanha de Lula pede ao TSE cassação de Flávio Bolsonaro por ato em Barretos

Segundo o pedido, há um suposto abuso econômico realizado pelo candidato do PL

Armando Holanda - Correio Braziliense

Publicado: 30/08/2026 às 17:27

Ação de Investigação Judicial Eleitoral pede a cassação dos registros de candidatura e declaração de inelegibilidade/Charles Vieira/ PL

Ação de Investigação Judicial Eleitoral pede a cassação dos registros de candidatura e declaração de inelegibilidade (Charles Vieira/ PL)

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) por suposto abuso de poder econômico durante a Festa do Peão de Barretos, em São Paulo. A ação também inclui o candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar.

Protocolada nesse sábado (29/8), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi distribuída ao corregedor-geral eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira. Ao final do processo, a campanha de Lula pede a cassação dos registros de candidatura de Flávio e Gaspar e a declaração de inelegibilidade de ambos por oito anos.

O questionamento gira em torno da participação do "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro na festa em 22 de agosto. Segundo a petição, o presidenciável subiu ao palco acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A campanha de Lula sustenta que a estrutura de um evento financiado e patrocinado por empresas teria sido utilizada para promover eleitoralmente o candidato do PL.

Em um dos trechos, os advogados afirmam que a controvérsia não está na simples presença de políticos na festa, mas na suposta utilização de um evento empresarial de grande porte, "com estrutura profissional, capacidade econômica, audiência própria e ampla projeção comunicacional", para beneficiar candidaturas.

A ação cita ainda o momento em que o locutor Cuiabano Lima apresentou Flávio ao público como "nosso candidato à Presidência do Brasil". Na sequência, houve alteração das luzes da arena para as cores verde e amarela, interação com o público e gritos com o nome do senador. Para a coligação de Lula, a dinâmica não teria sido espontânea, mas resultado de uma sequência organizada com utilização da estrutura do evento.

A defesa apresentada ao TSE sustenta que o episódio começou sob o argumento de uma homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas terminou direcionado à candidatura de Flávio. O documento destaca ainda a declaração do senador de que retornaria à festa em 2027 como chefe do Executivo: "Ano que vem eu volto aqui como Presidente do Brasil junto com Jair Messias Bolsonaro!".

Para os advogados da coligação governista, o episódio teria ultrapassado os limites de uma manifestação política e configurado vantagem eleitoral financiada indiretamente por pessoas jurídicas. A peça ressalta que o questionamento é feito "sob a perspectiva do abuso de poder econômico a partir do financiamento abusivo e ilegal de ato anti-isonômico de promoção de candidaturas com recursos públicos e privados que custeiam o Festival de Barretos".

Link para a matéria original do Correio Braziliense

Mais de Política

Últimas

WhatsApp DP
Mais Lidas