Raquel Lyra nega existência de "gabinete do ódio" e diz que tomará medidas após denúncia
Candidata à reeleição afirmou que fará uma campanha "limpa e transparente" e disse que não abre mão dos valores que a trouxeram até o cargo
Publicado: 26/08/2026 às 11:55
Governadora Raquel Lyra (PSD) (Foto: Maurício Ferry/DP Foto)
A governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (26), que tomará as “medidas cabíveis” e que não se deixará "contaminar com informações falsas" após a reportagem exibida pela TV Record sobre a investigação da Polícia Federal diante de um suposto “gabinete do ódio” que seria executado pela sua gestão contra o também candidato João Campos (PSB).
Em fala à imprensa durante uma panfletagem na Avenida Agamenon Magalhães, no Derby, no Recife, Raquel negou as acusações apresentadas na reportagem.
"Vocês conhecem muito bem as velhas práticas que hoje o PSB lidera, se apresentando como nova política. Eu não abro mão dos valores que me trouxeram até aqui, de defesa incansável da democracia, de quem veio antes de nós, e eu sempre lutei por isso".
Raquel assegurou que ela e seu time de campanha estarão "atentos para permitir que a população exerça livremente o voto", sem a interferência do que classificou como "informações que não são verídicas" divulgadas pela chapa concorrente.
A declaração foi feita poucas horas depois de o Governo de Pernambuco publicar, no Diário Oficial do Estado, a exoneração de Amisadai Andrade da Silva do cargo de Superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, da Secretaria de Turismo e Lazer.
O servidor foi citado na reportagem exibida pela Record na noite da terça-feira (25), que apontou a existência de uma suposta rede coordenada de páginas e perfis nas redes sociais voltada a ataques contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e outros adversários da governadora.
Ao comentar diretamente a situação de Amisadai, Raquel confirmou a exoneração e afirmou que providências serão adotadas.
“A respeito do servidor referido na reportagem, tenho a dizer que ele está exonerado. Tenho notícia do que foi falado, mas acredito que não devemos nos contaminar com informações falsas, mas medidas cabíveis serão tomadas. Farei uma campanha limpa, transparente, e com o olho no olho, para mostrar tudo o que fizemos e o que vamos fazer”, completou Raquel.
João Campos diz que reportagem reforça denúncia
A reportagem da Record também provocou uma reação de João Campos. Em vídeo publicado nas redes sociais na manhã desta quarta-feira, o candidato afirmou que há mais de um ano denuncia a existência de uma estrutura que, segundo ele, seria responsável por ataques contra sua atuação política, aliados e familiares.
João afirmou que a reportagem “revela e comprova” a existência do suposto gabinete e destacou o relato atribuído a um servidor sobre decisões que seriam tomadas dentro do Palácio do Governo.
A reportagem exibida pela Record apresentou uma denúncia sobre uma suposta estrutura de páginas e perfis que atuaria de maneira coordenada para produzir conteúdos favoráveis a Raquel Lyra e ataques contra adversários políticos.
O Portal de Prefeitura, também mencionado na reportagem, negou fazer parte de qualquer “gabinete do ódio”. Em nota, a empresa afirmou que seu compromisso é com a informação e que os contratos de publicidade com órgãos públicos seguem critérios legais.
O portal também declarou que Amisadai não integra seu quadro societário desde 2024 e não representa a empresa.