Zema diz que pretende fatiar a Petrobras e o Banco do Brasil para viabilizar privatização
Os recursos, de acordo com o ex-governador de Minas, seriam usados para "melhorar a vida do brasileiro"
Publicado: 25/08/2026 às 14:30
Zema também incluiu o BNDES na lista de eventuais privatizações, mas disse que a Caixa Econômica Federal ficará de fora (Gabriel Pinheiro/CNI/Estado de Minas)
O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a defender nesta terça-feira (25), a privatização de grandes empresas estatais. Zema afirmou que pretende dividir companhias como a Petrobras e o Banco do Brasil "por áreas" para viabilizar o processo de privatização.
"Eu não vou vender o Banco do Brasil como ele está. Eu quero que o Banco do Brasil se transforme em três, quatro, cinco, para poder aumentar a concorrência", afirmou. O mesmo seria feito com a Petrobras, com "cada refinaria e cada região" tendo um operador.
Na entrevista, Zema incluiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na lista de eventuais privatizações, mas disse que a Caixa Econômica Federal ficará de fora. "A Caixa tem papel social, e não seria privatizada", disse.
Os recursos, de acordo com o ex-governador de Minas, seriam usados para melhorar a vida do brasileiro. Zema também citou aportes de fundos de pensão estatais no Banco Master como justifica para desestatizar as companhias. "O setor público é capturado por esses escândalos", declarou.
Ele rebateu, no entanto, acusações de envolvimento da Cemig, empresa estatal mineira, nas investigações sobre o banco. "Pedi para o atual governador que investigue a fundo. E que a Receita apure e puna a sonegação. Sou totalmente favorável. Não quero que ninguém fique protegido."
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