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Governo vai criar mesa de diálogo permanente com centrais sindicais, diz ministro

De acordo com Márcio Elias Rosa, Plano Brasil Soberano com participação dos trabalhadores foi discutido

Estadão Conteúdo

Publicado: 31/07/2026 às 19:54

Indústria/Divulgação

Indústria (Divulgação)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (31) que o governo vai criar uma mesa permanente de diálogo entre o ministério e as centrais sindicais, com foco no acompanhamento e na avaliação da política industrial, além de discussões para preparar o futuro do setor.

Segundo o ministro, que se reuniu com as centrais na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em São Paulo, estas já participam do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), mas a ideia é instituir um canal adicional e contínuo de interlocução com o Ministério, voltado ao monitoramento e à fiscalização de medidas.

Márcio Elias também disse que foi discutida a participação das centrais e da classe trabalhadora no Plano Brasil Soberano. "Não se trata apenas de garantia de emprego, mas de criar um modelo de acompanhamento, fiscalização e monitoramento das obrigações relacionadas ao tema", disse o ministro, acrescentando que a regulamentação dessa participação ainda será publicada.

Outro ponto tratado na reunião, conforme o ministro, foi a demanda das centrais para a realização de um grande evento em São Paulo, em setembro, para uma discussão pública sobre os avanços - ou não - da Nova Indústria Brasil (NIB), incluindo resultados e medidas de fortalecimento de cadeias produtivas.

Na reunião, de acordo com Márcio Elias, foi tratado também sobre se o Brasil deve enfrentar questões tarifárias e o excesso de importação de bens de consumo e veículos, com destaque para produtos vindos da China. Ele explicou que o encontro ocorreu em São Paulo por facilitar o diálogo, já que as centrais estão na cidade.

Por fim, o ministro relatou que foi apresentada a proposta de inclusão, por decreto, de três representações sindicais no CNDI. Ele afirmou que Força Sindical e a CUT já integram o colegiado e que ainda faltam três entidades. "Eu me comprometi a fazê-lo, vou levar para o presidente Lula", disse.

Questionado sobre novidades a respeito de "tarifaço" e reciprocidade, o ministro respondeu que não há informações novas. Ele confirmou ainda que estará em São Paulo no domingo, junto com outros integrantes do governo, para a convenção do PT que oficializará a candidatura do presidente Lula à reeleição.

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