Líder da oposição critica articulação de Raquel: "Deseja votar em Flávio Bolsonaro"
Presidente estadual do PSB, Sileno Guedes apontou problemas estruturais em hospitais estaduais, criticando "maquiagem administrativa" de Raquel Lyra
Publicado: 09/06/2026 às 18:14
Deputado estadual e líder do PSB na Alepe, Sileno Guedes (Foto: Roberto Soares)
Com críticas à estratégia política da governadora Raquel Lyra (PSD), o presidente estadual do PSB e líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Sileno Guedes, afirmou nesta terça-feira (9), em entrevista à Rádio Folha, que a gestora tenta construir um “palanque triplo” para as eleições de 2026. Segundo ele, Raquel busca se aproximar simultaneamente do senador Flávio Bolsonaro (PL), do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), movimento que classificou como contraditório.
“Ela deseja votar em Flávio Bolsonaro, o partido dela vota em Caiado e ela quer a neutralidade de Lula. Mas o palanque do presidente Lula em Pernambuco é o palanque do PSB e de João Campos”, declarou. Sileno também rebateu declarações do ministro Wellington Dias (PT), que havia sugerido uma possível neutralidade do presidente Lula no estado.
Segundo o dirigente socialista, a fala foi posteriormente contrariada por manifestações do presidente nacional do PT, Edinho Silva, em defesa da aliança entre PT e PSB em Pernambuco. Ao defender a pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos, ao Governo de Pernambuco, Sileno afirmou que o gestor “tem capacidade comprovada de entrega” e experiência administrativa para enfrentar os desafios do estado.
Na entrevista, o parlamentar ampliou as críticas à gestão estadual, acusando o governo de investir em “maquiagem administrativa” e de promover uma imagem que não corresponde à realidade dos serviços públicos. Segundo ele, Pernambuco perdeu protagonismo econômico e capacidade de investimento nos últimos anos.
Presidente da Comissão de Saúde da Alepe, Sileno apontou problemas estruturais em hospitais estaduais, citando unidades como o Hospital da Restauração e o Hospital Agamenon Magalhães. De acordo com o deputado, pacientes ainda enfrentam superlotação, demora para exames, infiltrações e precariedade no atendimento, apesar dos anúncios feitos pelo governo.
“O governo vende uma imagem diferente da realidade. Você encontra hospitais com teto caindo, infiltração, superlotação e até infestação de ratos. Enquanto isso, anunciam pintura de fachada como se fosse grande entrega”, afirmou.
O socialista também criticou a condução da segurança pública, alegando falta de investimentos em inteligência e tecnologia para o enfrentamento das facções criminosas. Além disso, acusou a gestão estadual de transformar ações administrativas rotineiras, como a renovação de frotas de ônibus e veículos policiais, em peças de propaganda institucional.