Cláudio Castro comunica ao PL que não deve disputar o Senado; sigla busca substituto
Ex-governador do Rio disse em vídeo postado nas redes socias, na tarde desta quinta-feira (28), que vai "cuidar da sua defesa". Decisão foi tomada após operação da PF deflagrada na última terça (26)
Fernanda Strickland - Correio Braziliense
Publicado: 28/05/2026 às 19:05
Castro teria optado por deixar a corrida eleitoral para concentrar esforços em sua defesa diante do avanço de investigações mostrando seu envolvimento no Caso Master (Fernando Frazão/Agência Brasil)
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) comunicou à cúpula nacional e estadual do Partido Liberal que não disputará mais uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. A decisão teria sido informada na noite de quarta-feira, (27) em telefonemas feitos ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e ao presidente estadual do partido, Altineu Côrtes.
Segundo interlocutores do PL, Castro afirmou que optou por deixar a corrida eleitoral para concentrar esforços em sua defesa diante do avanço de investigações e operações da Polícia Federal relacionadas à sua gestão e à sua ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Na tarde desta quinta-feira (28), Castro publicou um vídeo nas redes sociais comentado a desistência. Na gravação, o ex-governador do Rio diz que vai "cuidar da sua defesa".
Nos bastidores, dirigentes do partido avaliam que a situação política do ex-governador se agravou após recentes desdobramentos das apurações conduzidas pela Polícia Federal. Integrantes da legenda consideram que a permanência de Castro em uma chapa majoritária se tornou “insustentável” e poderia trazer desgaste à estratégia eleitoral do PL no estado.
A preocupação principal, segundo aliados da sigla, é evitar impactos negativos sobre a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) e sobre outros candidatos ligados ao partido no Rio de Janeiro. A leitura predominante dentro da legenda é de que o desgaste jurídico do ex-governador passou a representar um risco político para a composição do palanque da direita fluminense.
Ainda de acordo com interlocutores, Cláudio Castro não condicionou sua saída a qualquer compensação política nem reivindicou outro espaço eleitoral dentro da legenda. Com a desistência, dirigentes do PL iniciaram articulações para definir rapidamente um substituto na disputa ao Senado. O nome mais cotado atualmente dentro da cúpula fluminense do partido é o do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante.
A saída de Castro do cenário eleitoral ocorre após nova operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura aportes bilionários do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master, episódio que aprofundou no partido a avaliação de inviabilidade política da candidatura do ex-governador.
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