'Não passa pela nossa cabeça retirar Flávio da disputa', diz presidente do PL
Valdemar disse que fez uma reunião com Flávio para entender como ele responderia ao caso da sua relação com Daniel Vorcaro
Publicado: 25/05/2026 às 15:49
Parlamentares do PL estão reunidos também com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, na sede do partido em Brasília (Marcelo Casal Jr./Agência Brasil)
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 25, que não "passa pela cabeça" do partido retirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da disputa presidencial e que "toparia" apoiar a candidatura do filho de Jair Bolsonaro mesmo se já soubesse da relação dele com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Valdemar disse que fez uma reunião com Flávio para entender como ele responderia ao caso, após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de um áudio em que o senador pede dinheiro para financiar o filme "Dark Horse", produção sobre a história de seu pai. Segundo o dirigente, o pré-candidato à Presidência afirmou que procurou Vorcaro porque precisava arrecadar recursos para o filme e não tinha outra opção.
"Teria topado, sim, porque ele não tinha opção. Foi procurar uma alternativa para conseguir fazer o filme do pai e não estava conseguindo arrecadar para isso", disse Valdemar, em entrevista à GloboNews. O líder partidário afirmou ainda que não sabia do pedido de dinheiro feito por Flávio ao banqueiro nem da relação entre os dois. "Fiquei surpreso", declarou.
Valdemar afirmou que a conduta de Flávio foi "natural" e "normal", inclusive a visita a Vorcaro, porque o empresário já o havia ajudado. Segundo ele, o senador queria encerrar a relação e cobrar o pagamento do valor restante, questionando se Vorcaro teria condições de quitá-lo. "O que o Flávio fez é natural, é a coisa mais normal do mundo", ressaltou.
O presidente do PL disse ainda que já esperava desgaste eleitoral, mas avaliou que o impacto foi menor do que o previsto uma vez que Flávio ainda aparece, segundo ele, um ou dois pontos à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após desempenho acima do esperado. Na sexta-feira, 22, o Datafolha apontou nove pontos de vantagem de Lula no primeiro turno e empate técnico no segundo, com 47% para o petista e 43% para o filho de Jair.