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Eleições 2026

Humberto Costa diz que "o natural" seria Raquel Lyra apoiar Lula e prevê disputa acirrada em Pernambuco

"O PT tomou uma posição. O PT está com João Campos", assegurou Humberto Costa

Mariana de Sousa

Publicado: 12/05/2026 às 13:51

Questionado sobre pesquisas eleitorais, Humberto minimizou os levantamentos divulgados até agora e afirmou acreditar na própria reeleição/Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Questionado sobre pesquisas eleitorais, Humberto minimizou os levantamentos divulgados até agora e afirmou acreditar na própria reeleição (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O senador Humberto Costa (PT), pré-candidato à reeleição, entende como natural a governadora Raquel Lyra declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

Nesta terça-feira (12), durante entrevista à Rádio Folha, o parlamentar também avaliou que a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas será “muito disputada”.

“(Com a) parceria como a que existe hoje entre o Governo Federal e o Governo do Pernambuco, o natural seria que a governadora viesse apoiar o presidente Lula, até porque a continuidade do presidente é a garantia de que tudo isso vai acontecer”, declarou o senador ao citar investimentos federais no estado.

Humberto destacou obras como a retomada da Refinaria Abreu e Lima, da Adutora do Agreste, da Transnordestina e duplicações de rodovias federais para justificar a avaliação de que o Governo Federal tem fortalecido Pernambuco.

A respeito dos pré-candidatos ao governo estadual, o senador reforçou que o partido já definiu apoio à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos. “O PT tomou uma posição, foi uma posição tomada nacionalmente, mas também aqui regionalmente, de apoio à candidatura de João Campos. O PT está com João Campos”, asseverou.

Segundo Humberto, o partido também trabalha para garantir a presença de Lula no palanque da Frente Popular em Pernambuco. Apesar disso, admitiu que a decisão final sobre participação do presidente em eventuais palanques múltiplos dependerá do próprio chefe do Executivo federal. “Essa será uma decisão do presidente, que naturalmente o PT respeitará”.

Ao comentar a futura disputa pelo Senado, Humberto Costa adotou um discurso de moderação e evitou confrontos diretos com adversários do pleito. “Não vou atacar ninguém gratuitamente ou criticar quem quer que seja”, afirmou.

O senador destacou seu respeito pessoal e político por seus possíveis adversários, citando os pré-candidatos Eduardo da Fonte (PP), Miguel Coelho (UB) e Túlio Gadelha (PSD), além de seu colega na Casa Alta, o senador Fernando Dueire (PSD). “A minha campanha não vai ser a campanha do vale-tudo. Não serei eu que vou cumprir esse papel”, declarou.

Pesquisas e reeleição

Questionado sobre pesquisas eleitorais, Humberto minimizou os levantamentos divulgados até agora e afirmou acreditar na própria reeleição, uma semana após ter assegurado que sairia na frente durante a disputa. “As pessoas estão ainda pouco preocupadas com a eleição. Estão pouco preocupadas com a eleição para presidente, imagine com a eleição de senador. Eu acho que tenho condições de ter um excelente desempenho e ser eleito”, admitiu.

Suplência e Luciano Bivar

Humberto ainda comentou especulações sobre uma possível composição de chapa com o deputado federal Luciano Bivar como suplente. “Em nenhum momento nós começamos a fazer essa discussão”, revelou, mas elogiou o político, com quem disse que tem uma boa relação e respeito.

Segundo Humberto, a definição da chapa majoritária será construída coletivamente pela Frente Popular.

Relação com prefeitos

À respeito de sua articulação política com prefeitos pernambucanos, Humberto negou que faça pressão por apoio eleitoral em troca de emendas parlamentares. Segundo ele, sua atuação política sempre priorizou os municípios independentemente de alinhamento partidário.

“Não há um único prefeito que possa dizer que me procurou e eu me recusei a recebê-lo. Minha obrigação é garantir o recurso para a população”.

O parlamentar afirmou ainda que a proximidade histórica com Lula e a participação em um governo federal competitivo eleitoralmente podem pesar na decisão de lideranças municipais.

 

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