"Governo Lula acabou", diz Flávio Bolsonaro após Senado rejeitar Jorge Messias para o STF
Senador do PL celebrou o placar de 42 a 34 votos como prova da "falência política" de Lula
Publicado: 29/04/2026 às 20:35
O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RS) se pronunciou após decisão sobre vaga no STF (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)
Para o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF) representa a “falência da viabilidade política, da sustentação política do governo Lula aqui no Congresso Nacional”.
"Com essa votação, o governo acabou. O governo não tem governabilidade, não tem mais a menor condição de tratar de absolutamente nada aqui. Isso é consequência de muita incompetência e de muita corrupção no governo", declarou a jornalistas após a sessão plenária que rejeitou por 42 a 34 votos o nome de Messias.
No entanto, Flávio negou que tenha articulado para barrar o nome de Messias, disse que “não pediu votos contra” e afirmou que “apenas deu a opinião por que votaria contra”. "Não sei qual vai ser a postura dele [Lula]. Ele tem direito de indicar mais um. O direito de indicá-lo é do presidente da República, o direito de aprovar o nome é do Senado", comentou.
“A única certeza que tenho é que a partir de 2027, o Lula não será mais presidente da República. Acho só que estou errando a data. Pode ser a partir de 2026”, disse.
Rejeição
Para ter o nome aprovado, eram necessários 41 votos favoráveis. Essa é a primeira vez na história recente que um indicado pelo presidente da República é rejeitado pela Casa. O último caso havia sido em 1894.
Mais cedo, Messias foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 a 11. Na sabatina, o indicado evitou se posicionar sobre o escândalo do Banco Master, declarou ser "totalmente contra" o aborto e sugeriu ser favorável à adoção de um código de ética no STF.
Durante a sabatina, senadores bolsonaristas defenderam que agora não era o momento de preencher a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Para essa ala, o próximo presidente da República deve ser o responsável por indicar o sucessor de Barroso.
A rejeição de Messias também era defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que preferia para a vaga o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).