Ricardo Lewandowski entrega carta de demissão a Lula
icardo Lewandowski deixa o ministério nesta quinta-feira (8)
Diario de Pernambuco e Estadão Conteúdo
Publicado: 08/01/2026 às 13:42
Ricardo Lewandowski durante a Cerimônia em Defesa da Democracia, no Palácio do Planalto. Brasília - DF (Foto: Ricardo Stuckert)
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou sua carta de saída do cargo nesta quinta-feira (8). As informações são do G1.
Ainda não há definição de um substituto. Até o fim do mês, há previsão da saída de outros secretários do governo federal.
Lewandowski assumiu o ministério em fevereiro de 2024, um ano depois de se aposentar do Supremo Tribunal Federal, em maio de 2023. De acordo com aliados de Ricardo, a saída do cargo foi motivada por cansaço e sensação de missão cumprida enquanto ministro, além da necessidade de passar mais tempo com a família, que sente a sua falta. Também é avaliado que o último ano de mandato, em que as atenções da classe política se voltam para as eleições, é mais político e tem menor oportunidades para aprovar e implementar novos projetos.
O que deixa o ministro
A mais importante das iniciativas de Lewandowski na área da segurança é a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que amplia atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para fortalecer o combate à criminalidade e constitucionaliza os fundos nacionais de fomento ao setor e o Sistema Único de Segurança Pública.
O relatório do deputado prevê brecha para reduzir a maioridade penal, endurecimento penal contra faccionados e blindagem dos Estados contra a influência da União para direcionar políticas públicas - na contramão do proposto por Lewandowski.
Outra iniciativa na área da segurança é o PL Antifacção. O texto endurece penas para organizações criminosas, cria novas fontes de financiamento para o combate ao crime, como até R$ 30 bilhões de bets, e fortalece ações contra a lavagem de dinheiro.
Os senadores rejeitaram um destaque apresentado pelo Partido Liberal para equiparar algumas ações de facções criminosas a crimes de terrorismo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em 11 de dezembro que o Ministério da Segurança Pública será recriado caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada no Congresso.