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Curso capacita pessoas de minorias sociais para área de tecnologia

Publicado em: 12/03/2020 08:00 | Atualizado em: 11/03/2020 18:40

Parceria entre o Google Cloud e Porto Digital foi firmada ontem.  (Foto: Google Cloud/Divulgação)
Parceria entre o Google Cloud e Porto Digital foi firmada ontem. (Foto: Google Cloud/Divulgação)

Assim como cresce a área de tecnologia, é um movimento natural a necessidade de suprir uma demanda crescente por mão de obra qualificada. O mercado comumente anuncia a busca por profissionais que se encaixem nos requisitos esperados. Situação que bate à porta do Porto Digital. Na busca não só por qualificar a mão de obra em Pernambuco, mas também de gerar oportunidades de empregos, o parque tecnológico e o Google Cloud firmaram ontem uma parceria para capacitar 50 pessoas de minorias sociais em fundamentos básicos de computação na nuvem. Uma área que, no estado, pode oferecer vagas com salário inicial de R$ 8 mil, caso o candidato tenha as certificações oficiais.

Segundo Eduardo Lopez, presidente de Google Cloud para a America Latina, o mercado de TI cresce 10% ao ano e, para o futuro próximo, a necessidade de mão de obra também segue tendência de alta. "As empresas estão preocupadas em quantas pessoas têm no mercado para contratar. No Brasil se graduam 47 mil pessoas, mas nos próximos anos o mercado vai demandar mais de 70 mil. Então a ideia é focar em um projeto social e que também garanta oportunidade de emprego para a minoria", explica.

Para Pierre Lucena, a questão da qualificação vem de uma necessidade já exigida pelo mercado. "No Recife, uma a cada 346 pessoas cursam tecnologia, são 600 PHDs em ciência da computação, mas ainda há a necessidade. A gente parte do pressuposto de quem ganhar o jogo do capital humano, ganha. Hoje, aqui, 46% da população são das classes C e E, então um projeto de inclusão não é só bem-vindo, ele é necessário. Não há melhor projeto social do que emprego", afirma.

O treinamento terá duração de cinco dias, a partir do próximo dia 16, em período integral e vai abranger a população de baixa renda, população negra, mulheres e LGBTQIA+. Entre os critérios estabelecidos, além da prioridade para grupos minoritários, também é preciso ter noção básica de informática, sistema operacional Linux e inglês. Os participantes foram selecionados pelo Porto Digital. "Tivemos mais de 300 inscritos, majoritariamente alunos de escolas técnicas e pessoas em situação de vulnerabilidade", detalha Pierre Lucena, que acrescenta que o curso pode ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho. "Já existe uma demanda por esse tipo de profissional, então, após o curso, os participantes vão passar por estágios em empresas, como Serttel e Pitang. Os melhores com certeza serão analisados, tem uma possibilidade de seguir carreira", conclui.
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