Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha deixa ao menos 30 mortos
Acidente aconteceu menos de um ano após outro desastre ferroviário em Adamuz, na Andaluzia, no qual 46 pessoas morreram em uma colisão similar
Publicado: 28/10/2026 às 07:55
A rede ferroviária de alta velocidade espanhola é a segunda maior do mundo e motivo de orgulho para o país (Reprodução/X)
Pelo menos 30 pessoas morreram nesta quarta-feira (28) na colisão de dois trens de alta velocidade a 150 quilômetros ao sul de Madri, anunciaram as autoridades regionais, que alertam que o número de vítimas pode aumentar.
O acidente aconteceu no período de campanha para as eleições gerais de 29 de novembro e menos de um ano após outro desastre ferroviário em Adamuz, na Andaluzia, no qual 46 pessoas morreram em uma colisão entre dois trens de alta velocidade, uma tragédia que comoveu a Espanha.
Várias brigadas de bombeiros, três helicópteros e duas unidades de terapia intensiva (UTI) móveis seguiram para a área do acidente.
"Está interrompida a circulação na linha de alta velocidade Madri-Andaluzia devido a uma colisão entre dois trens", informou no X a empresa pública responsável pela gestão da infraestrutura ferroviária, a Adif.
Sánchez cancela compromissos
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, cancelou sua participação em um evento previsto para a manhã de quarta-feira em Madri, informou sua equipe. O Partido Socialista (PSOE), do qual é líder, anunciou a suspensão de todas as atividades de campanha durante o dia.
Emiliano García-Page, presidente da região de Castilla-La Mancha, anunciou que acompanhava a situação com "preocupação" e o cancelamento de sua agenda para seguir até o local.
O líder do Partido Popular (PP, direita), Alberto Núñez Feijóo, também declarou no X que estava "muito preocupado" com o acidente.
Com 4.000 quilômetros de trilhos, a rede ferroviária de alta velocidade espanhola é a segunda maior do mundo, depois da chinesa, e um dos orgulhos do país.
A tragédia de Adamuz, em 18 de janeiro, provocou debates na Espanha sobre a manutenção da rede ferroviária e sobre a segurança dos passageiros, no segundo país mais visitado por turistas no planeta.
O acidente, no qual um trem da empresa privada Iryo descarrilou antes de colidir com um trem da estatal Renfe que seguia no sentido contrário, também desencadeou duras críticas da oposição de direita e de extrema direita ao governo de esquerda de Pedro Sánchez.
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