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Bolívia lança plano de segurança na fronteira com o Brasil no combate ao narcotráfico

Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz afirmou: "Precisamos reforçar a coordenação entre os organismos nacionais, mas também estabelecer uma relação de proximidade com o Brasil para que o nosso povo esteja mais seguro".

Isabel Alvarez

Publicado: 14/08/2026 às 13:05

O candidato presidencial da Bolívia pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Rodrigo Paz, discursa enquanto comemora com apoiadores os resultados do segundo turno da eleição presidencial em La Paz, em 19 de outubro de 2025. Os bolivianos elegeram no domingo o senador de centro-direita pró-negócios Paz como seu novo presidente, encerrando duas décadas de governo socialista que deixaram o país sul-americano em profunda crise econômica. (Foto de Martin BERNETTI / AFP)/ AFP

O candidato presidencial da Bolívia pelo Partido Democrata Cristão (PDC), Rodrigo Paz, discursa enquanto comemora com apoiadores os resultados do segundo turno da eleição presidencial em La Paz, em 19 de outubro de 2025. Os bolivianos elegeram no domingo o senador de centro-direita pró-negócios Paz como seu novo presidente, encerrando duas décadas de governo socialista que deixaram o país sul-americano em profunda crise econômica. (Foto de Martin BERNETTI / AFP) ( AFP)

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, lançou um plano de segurança na cidade Guayaramerín, na fronteira com o Brasil, para combater a expansão no território boliviano de organizações criminosas estrangeiras, sobretudo brasileiras, ligados ao tráfico de droga.

"Precisamos reforçar a coordenação entre os organismos nacionais, mas também estabelecer uma relação de proximidade com o Brasil para que o nosso povo esteja mais seguro", declarou Paz, no lançamento do plano, acrescentando que pretende incentivar uma cooperação semelhante com outros países vizinhos.

De acordo com o governo boliviano, os grupos brasileiros Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital disputam violentamente o controle das rotas de tráfico de cocaína na região, e que levou ao crescimento da criminalidade nas zonas fronteiriças. As autoridades responsabilizam especificamente os dois grupos por pelo menos dez homicídios cometidos nas últimas semanas.

Segundo o Ministério do Interior da Bolívia, o plano intitulado Fronteiras Seguras prevê um aumento do contingente de polícias especializados nas fronteiras do país. O plano ainda inclui uma troca tática de informações com a Polícia Federal do Brasil e a cooperação para a captura de criminosos que atravessem a fronteira. “Essa pequena cidade no norte do país, assim como outras cidades fronteiriças, é um refúgio para os grupos criminosos, que ali compram imóveis e instalam os seus membros”, indicou o ministério.

Dados do governo da Bolívia apontam que desde que Rodrigo Paz assumiu o cargo, em novembro, 17 líderes de organizações criminosas internacionais já foram detidos e expulsos do país.

A Bolívia, que compartilha uma fronteira de 3.400 quilômetros com o Brasil, é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, seguido da Colômbia e do Peru, informa as Nações Unidas.

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