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El Niño já começou, anuncia a agência de monitoramento climático dos EUA

O fenômeno climático se tornará mais forte entre novembro e janeiro e será um dos mais intensos desde o início dos registros, na década de 1950

AFP

Publicado: 11/06/2026 às 11:37

Um vendedor ambulante vende piscinas infláveis ??nas ruas do Paquistão/ AFP

Um vendedor ambulante vende piscinas infláveis ??nas ruas do Paquistão ( AFP)

O fenômeno climático El Niño já começou e a previsão é de que se intensifique até o final do ano, informou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) nesta quinta-feira (11).

A agência estima que poderá se tornar muito forte entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os mais intensos registrados desde o início das medições em 1950.

O El Niño é um fenômeno climático natural que eleva as temperaturas da superfície do oceano Pacífico equatorial e causa mudanças globais nos padrões de vento e chuva, além de condições climáticas instáveis.

Em seu último relatório, os cientistas da NOAA observaram que "durante o último mês desenvolveram-se condições típicas de El Niño", como indicam as temperaturas da superfície do mar acima da média no Pacífico.

"Há 63% de probabilidade de que ocorra um fenômeno El Niño muito intenso entre novembro e janeiro, o que o colocaria entre os episódios mais fortes registrados desde 1950", destacou.

Cada episódio de El Niño é diferente, mas eventos de grande magnitude costumam seguir padrões conhecidos.

Entre eles estão secas na Amazônia, Indonésia e Austrália, alterações nos ventos de monção na Índia e mudanças nos regimes de precipitação em toda a faixa tropical.

O El Niño costuma atingir seu auge no fim do ano, mas o calor acumulado nos oceanos é liberado mais lentamente para a atmosfera, o que eleva as temperaturas globais no ano seguinte.

Por isso, muitos meteorologistas temem que 2027 bata o recorde do ano mais quente já registrado.

Além disso, El Niño acrescenta calor a um planeta que já está esquentando devido à queima de combustíveis fósseis.

Assim como a NOAA, especialistas em meteorologia de todo o mundo estão cada vez mais convencidos de que o fenômeno será intenso neste ano.

"Nesta fase, as probabilidades apontam claramente para um evento de intensidade moderada a forte ou, provavelmente, de forte a recorde", declarou à AFP Carlo Buontempo, diretor do serviço de mudanças climáticas do observatório europeu Copernicus.

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