ONU pede que EUA 'repensem profundamente' sua política migratória durante a Copa do Mundo
Política migratória de país norte-americana provoca tensões às vésperas da Copa do Mundo. Árbitro somali teve entrada negada
Publicado: 10/06/2026 às 16:56
Estados Unidos está entre países que sediam a Copa do Mundo 2026, ao lado de México e Canadá ( Patrick T. Fallon/AFP)
O alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos instou, nesta quarta-feira (10), Washington a "repensar profundamente" a aplicação de sua política migratória durante a Copa do Mundo de futebol, em um contexto de crescente tensão sobre o tema.
"Espero sinceramente que repensem profundamente sobre a forma como as medidas de controle da imigração afetam os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente às vésperas da Copa do Mundo, sejam revistas políticas que, infelizmente, temos visto prevalecer, sobretudo nos Estados Unidos", declarou Volker Türk aos jornalistas.
A política migratória dos Estados Unidos provoca tensões às vésperas do início da Copa do Mundo de 2026. Um dos casos mais polêmicos foi o do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos Estados Unidos pela polícia de fronteira no sábado passado, quando ele desembarcou em Miami (Flórida).
A rígida política migratória dos Estados Unidos provoca dificuldades para a Fifa, que em um comunicado enviado à AFP informou que "não intervém nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo os relativos à concessão de vistos".
Outros países também enfrentaram problemas administrativos ao chegar aos Estados Unidos e, segundo o jornal britânico The Guardian, o atacante da seleção do Iraque Aymen Husein permaneceu retido por quase sete horas no sábado no aeroporto de Chicago.