Mais de 200 presos políticos entram em greve de fome na Venezuela para exigir liberdade
Mais de 200 presos políticos iniciam greve de fome na Venezuela para exigir libertação; protesto ocorre na prisão Rodeo I após lei de anistia excluir militares e acusados de "terrorismo".
Publicado: 22/02/2026 às 15:29
Familiares de prisioneiros políticos da Venezuela fazem virgilia exgindo liberdade (Foto: Pedro MATTEY / AFP)
Mais de 200 presos políticos na Venezuela, incluindo um gendarme argentino acusado de "terrorismo", iniciaram uma greve de fome para exigir sua libertação, disseram familiares à AFP neste domingo (22).
A greve começou na noite de sexta-feira na prisão Rodeo I, nos arredores de Caracas.
As famílias explicaram que nem todos os detidos aderiram ao protesto contra o alcance de uma lei de anistia recém-aprovada, que exclui casos envolvendo militares acusados de "terrorismo", uma ocorrência comum nesta prisão.
"Aproximadamente 214 pessoas no total, incluindo venezuelanos e estrangeiros, estão em greve de fome", afirmou Yalitza García, sogra do gendarme argentino Nahuel Agustín Gallo.
"Eles decidiram entrar em greve de fome na sexta-feira, em decorrência da lei de anistia, que exclui a grande maioria", disse Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024.
O Parlamento aprovou a lei de anistia na última quinta-feira, promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez.
Rodríguez assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar dos Estados Unidos.
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