Trump teria desistido de apoiar Machado na Venezuela após ela aceitar Nobel que ele queria, diz jornal
Trump descartou a possibilidade de emplacar uma presidência de Machado na Venezuela
Publicado: 05/01/2026 às 11:46
Maria Corina Machado foi a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2025; ela discursou em uma coletiva de imprensa no Grand Hotel em Oslo, na Noruega, em 11 de dezembro de 2025. ( AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria desistido de reconhecer a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, como presidente da Venezuela após ela aceitar o Prêmio Nobel da Paz, honraria que ele próprio desejava conquistar. A informação é do jornal norte-americano The Washington Post.
Trump descartou a possibilidade de apoiar uma eventual presidência de Machado presidência de Machado na Venezuela durante coletiva de imprensa concedida na tarde do último sábado (3), horas após a ofensiva dos EUA que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.
Questionado por jornalistas, o presidente justificou que Machado “não tem o apoio ou o respeito” necessários no país. De acordo com Trump, a Venezuela será administrada pelos EUA “até uma transição adequada” de poder.
Segundo o veículo de imprensa americano, no entanto, duas fontes próximas à Casa Branca alegaram que o Nobel da Paz é que teria sido o motivo da perda de interesse de Trump por Machado, apesar dos esforços dela para cair nas graças dele.
“Se ela tivesse rejeitado e dito ‘não posso aceitar porque é de Donald Trump’, seria presidente da Venezuela hoje”, teria afirmado uma das fontes ouvidas pelo jornal.
O Nobel da Paz era publicamente cobiçado por Trump. Ao ser agraciada com a honraria, Machado chegou a dedicá-lo ao presidente americano. “Pecado imperdoável”, disse uma fonte ouvida pelo The Washington Post.
A presidência da Venezuela foi assumida interinamente pela vice Delcy Rodríguez. Trump também rejeitou a possibilidade de trabalhar com ela, por ter sido “escolhida por Maduro”, mas Rodríguez tem discursado em prol de uma relação “equilibrada” com os EUA.