Quem é Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela que deve assumir governo após prisão de Maduro
Vice-presidente Delcy Rodríguez, que já vem assumindo uma posição de liderança frente à crise política, reivindicou que o presidente Donald Trump informe sobre o paradeiro e integridade de Maduro e da primeira-dama
Publicado: 03/01/2026 às 09:38
Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez (Foto: Prensa Presidencial)
Após os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela na madrugada deste sábado (3) que culminaram na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, a vice-presidente Delcy Rodríguez já vem assumindo uma posição de liderança frente à crise política, e reivindicou que o presidente Donald Trump informe sobre o paradeiro e integridade de Maduro e da primeira-dama. De acordo com a constituição venezuelana, a vice é a primeira na linha de sucessão com a ausência do presidente.
Rodríguez já fez seu primeiro pronunciamento desde a realização dos ataques. Através de um áudio divulgado pela TV estatal venezuelana, ela exigiu que Trump fizesse “prova de vida” de Maduro, além de classificar a ação estadunidense como “ataque brutal” e “agressão estrangeira”.
Vida e trajetória política de Delcy Rodríguez
A vice-presidente é uma veterana da gestão Maduro. Filha do fundador do partido marxista Liga Socialista, Jorge Antonio Rodríguez, e irmã do ex-vice da Venezuela e ex-prefeito de Caracas, capital do país, Jorge Rodríguez Gómez, Delcy assume cargos técnicos e políticos no governo desde a presidência de Hugo Chávez.
Advogada trabalhista e professora universitária, iniciou sua carreira política em 2003, com cargos ligados ao ministério de Energia e Minas e ao gabinete da vice-presidência.
Desde então, foi ministra de ao menos quatro pastas e presidente da Assembleia Nacional Constituinte. Ela também integra a direção nacional do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).
Com um perfil considerado “combativo” e um protagonismo recorrente diante de conflitos internacionais, Rodríguez é considerada uma das vozes mais fortes do Chavismo no país. Atualmente, ela é alvo de sanções dos Estados Unidos, Canadá, México, Suíça e União Europeia.
Nos meses que antecederam o ataque, Rodríguez já vinha intensificando os discursos contra os Estados Unidos. No mais recente, acusou de “roubo e sequestro” a apreensão dos navios petroleiros venezuelanos pelo governo americano.