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Pernambuco foi o segundo estado que mais matou pessoas trans e travestis em 2025, diz estudo

Dados são do Dossiê de assassinatos e violências contra pessoas trans e travestis brasileiras da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA). Segundo a pasta, PE teve 7 assassinatos de pessoas deste grupo em 2025

Diario de Pernambuco

Publicado: 27/01/2026 às 13:41

Bandeira LGBTQIA , que também representa luta por direitos de pessoas trans %u2014/Foto:  ALLISON DINNER / AFP

Bandeira LGBTQIA , que também representa luta por direitos de pessoas trans %u2014 (Foto: ALLISON DINNER / AFP)

Pernambuco foi o segundo estado com mais assassinatos contra pessoas trans e travestis em 2025. Foram sete transsexuais vítimas de homicídio no Estado no ano passado, segundo dados do Dossiê de assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras.

O levantamento é realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA) desde 2018. A edição com dados relativos ao ano de 2025 foi divulgada nesta segunda (26).

Esse número é o mais baixo registrado no Estado desde 2022, quando 13 assassinatos contra pessoas trans foram registrados no Dossiê. Em 2023, foram 9 contabilizados, e em 2024, 8.

Apesar da queda recente, Pernambuco alcançou a marca de 83 mortes violentas contra transsexuais nos últimos seis anos, conforme aponta a pesquisa da ANTRA. O número coloca o Estado no sexto lugar do ranking de assassinatos a pessoas trans no período avaliado pela Associação. Confira:

2017 - 13
2018 - 7
2019 - 8
2020 - 7
2021 - 11
2022 - 13
2023 - 9
2024 - 8
2025 - 7

O Estado acompanha uma alta de assassinatos registrados no Nordeste entre 2017 e 2025: 349 registros. Os outros nordestinos no ranking são Ceará, Bahia e Paraíba.

No Brasil

Segundo o levantamento, 80 pessoas trans foram assassinadas em todo o país em 2025, o menor número desde 2017. Confira a contabilização de assassinatos contra pessoas trans nos últimos seis anos:

2017 - 179
2018 - 163
2019 - 124
2020 - 175
2021 - 140
2022 - 131
2023 - 145
2024 - 122
2025 - 80

De acordo com a pasta, a redução não é sinônimo de avanço.

“A redução métrica aparente não reflete avanços estruturais, proteção do direito à vida ou fortalecimento da cidadania com a garantia de direitos fundamentais, mas evidencia a consolidação de novos mecanismos de invisibilização da violência, acompanhados da manutenção deliberada da não produção de informações e da subnotificação estatística como parte da necropolítica”, destaca a pesquisa.

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