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Caso Master: PF cancela depoimento de três investigados após defesas declararem silêncio

Defesa alegou não ter tido acesso ao teor integral das investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias do Banco Master e pediu adiamento dos depoimentos para depois do acesso ao material

Iago Mac Cord - Correio Braziliense

Publicado: 27/01/2026 às 12:55

Por determinação do ministro relator do caso no Supremo, Dias Toffoli, o segundo dia consecutivo de colheita de depoimentos seria nesta terça-feira/Rovena Rosa/Agência Brasil)

Por determinação do ministro relator do caso no Supremo, Dias Toffoli, o segundo dia consecutivo de colheita de depoimentos seria nesta terça-feira (Rovena Rosa/Agência Brasil))

A Polícia Federal (PF) cancelou, nesta terça-feira (27/1), três depoimentos do inquérito que investiga suspeitas de fraudes bilionárias do Banco Master. As defesas de Augusto Lima, Angelo Antonio e Roberto Mangueira declararam que seus clientes permaneceriam em silêncio ao longo do interrogatório, acusando a falta de acesso ao teor integral das investigações, e pediram que fosse reagendado para depois da liberação do material.

Lima e Antonio são ex-sócios do Banco Master e Mangueira é ex-superintendente de operações financeiras do BRB.

Já um dos diretores do Master, Luiz Antonio Bull, depôs de forma virtual à PF. Ele havia sido preso durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, e havia sido determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que ele fizesse o uso de monitoramento eletrônico — tornozeleira eletrônica.

Os crimes investigados pela corporação são gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, relacionados às vendas de carteiras de crédito supostamente inexistentes, do Master para o BRB, causando um prejuízo para os cofres públicos brasilienses de mais de R$ 12 bilhões.

A partir da determinação do ministro relator do caso no Supremo, Dias Toffoli, o segundo dia consecutivo de colheita de depoimentos seria hoje. Na segunda-feira (26), apenas dois dos quatro suspeitos previstos para depor se apresentaram à PF, na sala reservada para os questionamentos dentro do prédio da Suprema Corte.

O motivo da ausência, ontem, segundo as defesas, foi o mesmo que os advogados de Lima, Antonio e Mangueira apresentaram nesta segunda-feira: a falta de acesso ao teor integral da investigação. Além disso, um terceiro depoente permaneceu em silêncio durante o interrogatório, apenas realizando uma manifestação inicial sobre o caso.

Confira a matéria no site do Correio Braziliense.

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