Dal Pozzo celebra vitória do Sport na Ilha e destaca resiliência: "Resgatar essa identidade"
Treinador reconheceu necessidade de conexão com o torcedor e valorizou a capacidade de sustentação do resultado contra o Londrina
Publicado: 15/08/2026 às 00:37
Gilmar Dal Pozzo, técnico do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)
Após o Sport voltar a vencer na Ilha do Retiro e emendar o segundo triunfo consecutivo na Série B, o técnico Gilmar Dal Pozzo valorizou o resgate da identidade do time dentro de casa e a reaproximação com a torcida rubro-negra.
O Leão venceu o Londrina por 2 a 1, na noite desta sexta-feira (14), em jogo válido pela 22ª rodada da Segundona.
Para o comandante, o resultado representa um passo importante em um processo que vinha sendo construído desde sua chegada.
“Sabendo que o torcedor hoje vai estar indo para casa feliz, depois de algum tempo jogando na Ilha, resgatando essa identidade. O Sport sempre foi forte jogando na nossa casa e aos poucos a gente tinha que mudar esse cenário.”
O treinador também destacou que não esperava uma vitória tranquila quando fosse a hora de somar três pontos dentro de casa.
“Também sabia que não ia ser fácil e que provavelmente quando viesse a vitória não seria de 5 a 0, 4 a 0. Seria com emoção da maneira como foi hoje, mas valorizar, valorizar muito essa vitória.”
Análise do jogo
Dal Pozzo avaliou positivamente a atuação do Sport na primeira etapa. O Leão marcou duas vezes com Diego Hernández e ainda criou outras oportunidades antes do intervalo, apresentando maior volume ofensivo.
O treinador ressaltou que os gols foram construídos a partir de jogadas trabalhadas e citou as oportunidades criadas por Perotti e pelo próprio Diego Hernández.
“Me agradou muito o primeiro tempo, nós fizemos dois gols, criamos mais duas oportunidades de cabeceio com o Perotti, mais uma finalização com o Diego Hernández, tivemos mais volume, os gols foram de bola trabalhada.”
Por outro lado, o técnico voltou a apontar o problema que o Sport vem tentando corrigir com a dificuldade para defender bolas laterais. O gol do Londrina saiu justamente dessa maneira, com João Vitor aproveitando cruzamento para diminuir a vantagem rubro-negra.
“Mais uma vez a gente tomou um gol de bola lateral, que a gente vem corrigindo, é um processo.”
Na avaliação de Dal Pozzo, o segundo tempo apresentou um cenário mais equilibrado. O desgaste provocado pela sequência de partidas também influenciou nas mudanças realizadas pelo treinador, que buscou administrar fisicamente o elenco sem perder o controle da partida.
“O segundo tempo foi mais equilibrado, os jogadores foram cansando também, eu fui fazendo as trocas, sequência de jogos também, mas a gente sustentou o resultado que é o mais importante nesse momento.”
Mudanças na equipe
As substituições feitas pelo treinador também foram abordadas na coletiva. Dal Pozzo afirmou que as escolhas não são influenciadas pela pressão externa e explicou que algumas alterações ocorreram por questões físicas.
“A cobrança é normal. É normal do torcedor. Eu tenho que estar muito equilibrado e ter luz nas minhas decisões. E elas não podem ser influenciadas pelo que vem de fora.”
O treinador citou especificamente Diego Hernández e Claudinho e afirmou que não os teria retirado caso estivessem em condições físicas ideais. A falta de opções também pesou nas decisões durante a partida.
“Jamais eu teria tirado o Diego, jamais eu teria tirado o Claudinho. Jamais eu teria tirado esses jogadores se eles estariam bem fisicamente. Então eu fui obrigado.”
Dal Pozzo ainda explicou que precisou adaptar a equipe diante da ausência de um lateral-direito no banco de reservas. A solução encontrada foi utilizar Marcelo Ajul para reforçar a linha defensiva e manter a estrutura da equipe.
“No banco não tinha mais nenhum lateral-direito. O que eu fiz? O Ajul treinou ali. Então eu reforcei uma linha de quatro.”
Para o técnico, a leitura do jogo precisa prevalecer sobre a emoção na hora de tomar decisões. Ele lembrou ainda da partida contra o Vila Nova, quando o Sport terminou com quatro atacantes em campo justamente porque o momento da partida exigia uma postura mais ofensiva.
“Então foi extremamente ofensivo. Porque naquele momento do jogo pedia, mesmo sendo fora de casa. Então o técnico é obrigado a ter a leitura. Não em cima da emoção, mas em cima da razão.”
Próximo jogo
O Sport volta a campo na próxima quarta-feira (19), quando enfrenta o Avaí, na Ressacada, pela 23ª rodada da Série B.