Beto Lago: 'Entre a necessidade de vender e o risco de negociar mal'
O Sport trabalha com uma estimativa de venda que parece modesta diante do potencial do jogador
Publicado: 17/07/2026 às 12:27
Zé Lucas, volante do Sport (Rafael Vieira/DP Foto)
Quanto vale?
A previsão da diretoria do Sport de arrecadar R$ 40 milhões com a venda de Zé Lucas em 2026, apresentada ao Conselho Deliberativo, levanta uma discussão importante. Não apenas sobre o valor da principal promessa do clube, mas sobre o impacto que a necessidade de fazer caixa pode ter em uma negociação.
Zé Lucas é titular da equipe principal, veste as camisas das Seleções de base e desperta interesse do mercado há meses. O Sport já recusou propostas de Porto e Botafogo. Agora, trabalha com uma estimativa de venda que parece modesta diante do potencial do jogador. É verdade que não existe comparação perfeita entre transferências.
Cada negociação depende da posição, da idade, do momento do atleta e das necessidades de quem compra. Um lateral-direito promissor, como era Pedro Lima, naturalmente desperta um mercado diferente do de um volante. Além disso, a adaptação discreta de Pedro Lima ao futebol europeu pode tornar os clubes mais cautelosos em novos investimentos. Mas há um fator que preocupa mais do que qualquer comparação: a urgência financeira.
Quando o clube inclui no orçamento uma receita significativa com a venda de um atleta, sinaliza ao mercado que precisa daquele dinheiro. E quem precisa vender, normalmente perde força na negociação. Vender jogadores faz parte da realidade do futebol brasileiro. O problema é quando essa venda deixa de ser uma escolha estratégica e passa a ser uma necessidade para fechar as contas.
No fim, o mercado é quem define o preço. Se não aparecer uma proposta superior, será porque nenhum clube enxergou em Zé Lucas um valor maior. Ainda assim, o Sport precisa tomar cuidado para que a pressão financeira não o obrigue a negociar uma de suas maiores promessas por menos do que ela pode valer.
A grande final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina é muito mais do que a disputa pela taça. Ela é a materialização de um choque de gerações, de visões de mundo e de propostas de jogo bem distintas. O confronto traz o peso inédito de colocar frente a frente os atuais campeões da Eurocopa e da Copa América, um duelo que deveria ter ocorrido na Finalíssima, mas que o destino reservou para o palco de uma final de Mundial.
O duelo do insolente x genialidade
Esqueça aquele tiki-taka enfadonho da Espanha, de passes laterais sem objetividade. Hoje, ela é vertical, aguda e agressiva. A Argentina foi resiliente como poucos. Um time que sabe sofrer como ninguém e cresce no caos. O duelo coloca em lados opostos a juventude insolente de Lamine Yamal e a genialidade veterana de Lionel Messi. O garoto que cresceu vendo Messi reinar no Barcelona agora o enfrenta valendo o topo do mundo.
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O que esperar de cada seleção
A Espanha tentará assumir o controle da posse de bola, usando a largura do campo para cansar a marcação argentina. A Argentina vai morder no meio-campo, desacelerar o ritmo quando necessário para irritar os jovens espanhóis e explorar a genialidade rápida de transição com Messi servindo a velocidade de Lautaro e Julián Álvarez. Tem tudo para ser um jogão, digno de uma grande final.