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Pernambucano de 2026 é marcado por Sport resiliente, rivalidades afloradas e violência controlada nas finais; confira balanço

Com o título conquistado pelo Sport em final contra o Náutico, o Estadual chegou ao fim com seus pontos positivos e negativos

Caio Antunes

Publicado: 09/03/2026 às 19:08

Sport venceu Náutico e sagrou-se tetracampeão pernambucano /Sandy James/DP

Sport venceu Náutico e sagrou-se tetracampeão pernambucano (Sandy James/DP)

Pelo quarto ano consecutivo, o Campeonato Pernambucano chegou ao seu desfecho com o título sendo conquistado pelo Sport. O Leão da Ilha superou o Náutico por 3 a 0 no último domingo (8), nos Aflitos, e se sagrou campeão pela 46ª vez na história. Confira os cinco principais fatores positivos e negativos após o fim do Estadual de 2026.

POSITIVOS

1. Violência controlada nas finais

Retornando à presença de duas torcidas nos clássicos após mais de um ano, existia o forte receio de episódios de violência na final entre Náutico e Sport. No entanto, as confusões entre torcedores rivais foram controladas, sobretudo no entorno dos estádios da Ilha do Retiro e dos Aflitos, que não tiveram registros de violência.

2. Rivalidades afloradas

Como é de tradição nos Estaduais, as rivalidades envolvendo os maiores times do estado tomaram protagonismo no Campeonato Pernambucano de 2026. Náutico, Santa Cruz e Sport não pouparam provocações aos rivais, tanto em postagens nas redes sociais dos clubes quanto em atitudes de jogadores dentro de campo.

3. Sport resiliente

Iniciando uma profunda reformulação para o ano de 2026, o Sport enfrentou dificuldades na montagem do elenco e no desenvolvimento do trabalho do técnico Roger Silva. A equipe leonina precisou iniciar a competição com o time sub-20, que chegou a ser goleado pelo Náutico por 4 a 0 na primeira fase.

Aos poucos, o Sport foi evoluindo com a equipe principal e chegou à decisão após ser 2º colocado na primeira fase e ter eliminado o Retrô, com duas vitórias, na semifinal. Na grande decisão, o clube rubro-negro mostrou resiliência, despachou o rival de melhor campanha e foi tetracampeão pernambucano.

4. Estádios lotados na decisão

As torcidas de Náutico e Sport deram um verdadeiro show em termos de ocupação dos estádios. No jogo de ida na Ilha do Retiro, 24.605 torcedores compareceram para acompanhar o Clássico dos Clássicos. Na volta, 17.661 alvirrubros e rubro-negros estiveram presentes nos Aflitos.

5. Média de gols alta durante o Estadual

O Campeonato Pernambucano de 2026 chegou ao seu fim sem nenhum placar de 0 a 0 durante a competição. Goleadas marcaram o certame estadual na primeira fase, enquanto a grande final contou com nove gols marcados nos dois jogos. Após os 38 jogos disputados, a média de gols foi superior a 2,9 por jogo.

NEGATIVOS

1. Frustração do Náutico

Protagonizando uma campanha praticamente impecável durante todo o Estadual, o Náutico amargou um frustrante vice-campeonato. O Timbu chegou à final com apenas quatro gols sofridos na competição e foi vazado em seis oportunidades pelo Sport.

Vencendo oito dos nove jogos que havia disputado no Pernambucano, o clube alvirrubro conheceu o seu primeiro empate e a sua segunda derrota nos duelos contra o rival rubro-negro.

2. Questionamento do espaço de visitante nos Aflitos

Apesar de o estádio lotado e com as duas torcidas ter sido um ponto positivo, o setor destinado para os visitantes nos Aflitos gerou questionamentos por parte do Sport. De acordo com a carga definida e divulgada pela Federação Pernambucana de Futebol (FPF), cerca de dois mil torcedores do Sport estariam aptos a ocupar o espaço na casa alvirrubra. Para dirigentes leoninos, porém, o setor não comportaria esse número com segurança.

3. Santa Cruz perdeu todos os clássicos que disputou

29 vezes campeão do Campeonato Pernambucano, o Santa Cruz passou longe de desempenhar um papel compatível com sua história no Estadual de 2026. A Cobra Coral encerrou a competição perdendo todos os clássicos que disputou. O clube tricolor foi superado três vezes pelo Náutico (4 a 0, 1 a 0 e 2 a 0) e uma vez pelo Sport (2 a 1). A equipe amargou a eliminação ainda na semifinal contra o próprio Timbu, demonstrando pouco poder de reação diante do domínio do adversário.

4. Poucos estádios para serem utilizados

A primeira fase do Estadual sofreu com a excessiva utilização da Arena de Pernambuco, resultando em problemas no gramado. A consequência para os jogos na Arena foi a escassez de outros estádios aptos para as equipes mandarem seus jogos no Estadual.

Santa Cruz, Jaguar, Retrô e Vitória não possuíam estádios próprios para atuar. O Decisão, por sua vez, também teve dificuldades para realizar jogos no Sesc Goiana.

5. Nenhuma grande surpresa do interior

Em outras épocas, o Campeonato Pernambucano já foi marcado pela força do interior do estado. Nessa edição, porém, as equipes de fora da capital não obtiveram grandes campanhas frente aos principais times. As melhores campanhas ficaram com o Decisão e o Maguary, que chegaram às quartas de final.

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