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Nova geração: Endrick e Rayan pedem espaço em um Brasil que aguarda Neymar

Endrick e Rayan representam o futuro da Seleção Brasileira

AFP

Publicado: 23/06/2026 às 11:12

 Endrick, atacante da Seleção Brasileira/Jewel SAMAD / AFP

Endrick, atacante da Seleção Brasileira (Jewel SAMAD / AFP)

Há alguns anos, a possível estreia de Neymar em uma Copa do Mundo teria chamado toda a atenção. Mas os tempos mudam e, desta vez, são os aspirantes a sucessores do camisa 10 que pedem espaço em uma Seleção Brasileira que buscará garantir oficialmente sua classificação para a segunda fase nesta quarta-feira (24).

Endrick e Rayan, a dupla de 19 anos, estão nos planos de Carlo Ancelotti para substituir o lesionado Raphinha na ponta direita na partida contra a Escócia, em Miami.

Mas os jovens não brigam apenas pela titularidade, também lutam para abrir espaço no torneio, em razão da incerteza sobre o tempo de recuperação do ponta do Barcelona, que sofre com um problema muscular na coxa direita.

A dupla de atacantes, os mais jovens do elenco brasileiro, teve pouca participação em sua primeira Copa do Mundo: 76 minutos somados, nenhuma titularidade, assistência ou gol. No entanto, ambos já mostraram lampejos de bom futebol que empolgaram a torcida.

- Aclamado -
Nem Vinícius Júnior foi tão aclamado quanto Endrick em sua estreia na Copa do Mundo na última sexta-feira na Filadélfia, na vitória da Seleção sobre o Haiti por 3 a 0.

O triunfo levou a equipe à liderança do Grupo C, com quatro pontos, um a mais que a Escócia, e praticamente garantiu a classificação para os 16-avos de final.

Marrocos, que encerrará a primeira fase contra o eliminado Haiti, é o segundo colocado, também com quatro pontos, mas com saldo de gols pior que o do Brasil.

Para Ancelotti, Endrick é um "talento extraordinário" que precisa de mais tempo para se firmar na Seleção, embora conte com a vantagem de ser "paciente" e "muito maduro" para a idade.

"Temos que colocar Endrick no momento correto. Vamos esperar um pouco. Vai ser importante", disse o italiano, que também foi técnico do jovem atacante no Real Madrid.

Capaz de atuar pelas pontas e como centroavante, sua função de origem, Endrick ressurgiu neste semestre durante seu empréstimo ao Lyon.

Revelado pelo Palmeiras, o atacante marcou oito gols e deu o mesmo número de assistências em 21 partidas pelo clube francês, números que garantiram sua passagem de volta ao Santiago Bernabéu após empréstimo.

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- "Muito o que aprender" -
Rayan teve números inferiores em sua primeira temporada no Campeonato Inglês, mas foi quem substituiu Raphinha quando ele se machucou contra o Haiti.

O ex-jogador do Vasco marcou cinco gols e deu duas assistências em 15 partidas pelo Bournemouth, que surpreendeu ao terminar em sexto lugar na última Premier League.

Os números e seu futebol, além de um físico imponente, o levaram à Copa do Mundo apesar de ele ter disputado apenas dois amistosos com o Brasil, ambos em março.

Assim como Endrick, que tem mais experiência na Seleção (quatro gols em 18 partidas), ele briga para ocupar o espaço deixado por Raphinha com outros dois jogadores de 25 anos, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique.

"O Casemiro e o Danilo conversam sempre com a gente, comigo e com o Endrick. Somos os mais jovens do grupo. Temos 19 anos e muito a trabalhar ainda, muito o que aprender", afirmou Rayan antes de embarcar para os Estados Unidos.

Independentemente de quem convencer Ancelotti, esta dupla já tem ao menos um motivo para comemorar: superou Neymar ao estrearem em uma Copa do Mundo com menos idade do que o camisa 10.

O maior artilheiro da Seleção (79 gols) estreou no torneio na edição no Brasil, em 2014, aos 22 anos. Doze anos depois, e após um mês afastado dos gramados devido a uma lesão na panturrilha direita, Neymar está pronto para começar, contra a Escócia, a aventura em seu quarto e, segundo ele, último Mundial.

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