Beto Lago: 'Uma Seleção Brasileira comum, previsível e sem identidade'
Hoje, a Seleção parece distante da equipe que impunha respeito antes mesmo de a bola rolar
Publicado: 15/06/2026 às 09:54
Raphinha, atacante da Seleção Brasileira (TIMOTHY A. CLARY / AFP)
Brasil comum
O primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo deixou mais perguntas do que respostas. O empate diante de Marrocos foi amargo não apenas pelo resultado, mas pela atuação preocupante de uma Seleção que, em vários momentos, foi dominada pelo adversário.
O cenário reforça a sensação de que esta será uma Copa em que o talento individual poderá decidir partidas. E, contra os marroquinos, nem isso funcionou. Vinícius Júnior marcou um belo gol, mas voltou a apresentar a mesma dificuldade de transformar na Seleção o protagonismo que exibe em seu clube. Raphinha teve uma atuação apagada, acumulando erros. Igor Thiago recebeu oportunidades para desequilibrar, mas desperdiçou chances importantes.
O retrato foi de um time repleto de falhas técnicas, pouca criatividade e incapaz de impor seu jogo. Faltou inspiração. Faltou personalidade. Faltou o futebol que, durante décadas, encantou o mundo e transformou a camisa amarela em símbolo de excelência. Muitos dos jogadores brilham em suas equipes, mas parecem carregar um peso excessivo quando vestem a camisa da Seleção. O simples se torna complicado. A confiança desaparece. A naturalidade dá lugar à insegurança.
O Brasil segue vivo no Mundial, mas a estreia acendeu um sinal de alerta. Hoje, a Seleção parece distante da equipe que impunha respeito antes mesmo de a bola rolar. O que se viu em campo foi um time comum, previsível e sem identidade. E recuperar o medo e a admiração que marcam a história da Canarinha será um desafio tão grande quanto buscar o hexa.
Uma grande vitória do Santa Cruz. Suada, aguerrida e fundamental diante de um adversário direto na luta pelo acesso. O triunfo sobre o Brusque e o tropeço do Floresta colocam o Tricolor no G8 e resgatam a confiança do torcedor, abalada pelas atuações recentes. Não foi um bom jogo, mas estes três pontos podem trazer de volta o torcedor tricolor para a Arena de Pernambuco, no próximo sábado, contra o Ypiranga. E que a diretoria resolva, de uma vez por todas, as pendências financeiras que seguem rondando o clube.
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Faltou criatividade
O Sport deixou escapar uma grande oportunidade de vencer fora de casa. O empate sem gols diante do São Bernardo evidenciou uma carência que não pode mais ser ignorada: a falta de jogadores capazes de criar soluções contra defesas fechadas. Com um homem a mais por todo o segundo tempo, em um cenário de ataque contra defesa, o Leão teve o controle da partida, mas produziu menos do que deveria. E quando criou, não foi competente. Faltou repertório, faltou ousadia e, sobretudo, inspiração para transformar a superioridade numérica em vitória.
Vitória escapou das mãos
Por duas vezes, o Náutico esteve à frente do placar, mas permitiu a reação do Novorizontino e ficou no empate. O destaque foi Dodô, autor dos dois gols. O Timbu segue sem vencer a turma de cima, mas ainda está no G6 e depende de um tropeço do Criciúma para não sair. E o desafio segue diante da dura sequência de jogos pela frente.