Experiência única: torcedores relatam emoção de viajar para acompanhar Brasil em Copas dos Mundo
Com a Copa do Mundo de 2026 batendo à porta, alguns torcedores já se preparam para arrumar as malas
Publicado: 06/04/2026 às 08:30
Taça da Copa do Mundo (Divulgação/Fifa)
A Copa do Mundo de 2026 está cada vez mais perto - faltam pouco mais de dois meses para a bola rolar nos gramados dos EUA, Canadá e México. Com isso, alguns torcedores já começam a preparar as malas para acompanhar a Seleção Brasileira. Além do privilégio de ver o Brasil in loco, a experiência de vivenciar diferentes culturas e países também move essa turma.
O juiz de direito Marcos Tenório expressou ao Diario de Pernambuco a sensação de estar na torcida pela Seleção Brasileira presencialmente e fazer parte do clima da competição. “Fui para a Copa no Brasil (2014) e depois fui em 2018 para a Rússia. Quando eu estava indo, fiquei receoso por ficar na Rússia 30 dias e não ser exatamente um apaixonado por futebol. Quando você chega lá, você acaba entrando no clima e se sente parte integrante da seleção. A parte boa da Copa pela TV é estar com a família, mas a emoção e se sentir parte daquilo ali fazem toda a diferença”, destacou.
Depois de não ir ao Catar em 2022, ele não vê a hora de embarcar para os EUA. “Este ano estou bem animado para acompanhar a Copa. Não sei se conseguirei ir para México ou Canadá, mas Estados Unidos sim. Vai ser a minha primeira Copa com minhas filhas, ambas têm 14 anos. Mais uma vez, a gente vai fazer parte disso e, quando a gente conquistar o hexacampeonato, uma parte da conquista também é responsabilidade nossa”, enfatizou Marcos Tenório.
RÚSSIA E CATAR
Foi exatamente a busca pelo hexa (que ainda não se tornou realidade) que fez o magistrado Iarly Souza viajar para a Rússia (2018) e o Catar (2022). A derrota para a Croácia nos pênaltis, nas quartas de final do último Mundial, foi uma grande decepção. Tanto que, ao sair do estádio, já comprou a passagem de volta para o Brasil.
“Quando teve o gol, de Neymar, tinha certeza de que íamos fazer o 2º, o jogo estava dominado. De repente, o empate. Dali em diante, eu já sabia que seríamos eliminados. Fui ao hotel, fiz as malas e voltei para casa. Nada mais fazia sentido lá”, relatou.
Também presente na Copa da Rússia, em 2018, Iarly avalia que o Catar teve 'suas vantagens e desvantagens'. "A maior vantagem era, de fato, a pouca mobilidade. Não precisava pegar avião nem trocar de hotel. Contudo, a festa das torcidas era de uma forma bem reduzida, já que os encontros eram mais restritos aos hotéis", explica.
Para ele, poder ‘viver’ a Copa do Mundo é um sentimento que não tem explicação. “Ir à Copa ao vivo é indescritível. Existe uma comunhão de povos muito bacana, além da vibração da torcida in loco, vive-se isso intensamente”, afirmou.
Apesar disso, ele disse que não vai para a Copa de 2026, devido aos custos e à guerra. “O país (Estados Unidos) é muito grande e os ingressos estão caríssimos”, finalizou.
Os preços dos ingressos para o Mundial dispararam no site oficial de revenda disponibilizado pela Fifa, embora a maioria das entradas só tenha sido distribuída recentemente, após a fase de vendas encerrada em janeiro.
No site de revenda e troca, por exemplo, um assento de Categoria 3 (o segmento mais alto das arquibancadas) para a partida de abertura entre México e África do Sul, em 11 de junho na Cidade do México, era oferecido por US$ 5.324 (R$ 27.594, na cotação atual), em comparação ao preço original de US$ 895 (R$ 4.275).
Para a estreia do Brasil contra o Marrocos, no dia 13 de junho, o torcedor que optar por uma posição mais privilegiada no estádio terá que desembolsar cerca US$ 1.725 (R$ 8.941) para ver a Seleção Brasileira.
ÁFRICA DO SUL
Se nos Mundiais da Rússia e Catar o clima do país não obteve destaque entre os torcedores, o sentimento foi diferente na África do Sul. Na Copa de 2010, quem pôde acompanhar ou vivenciar a competição sentiu o apogeu de torcidas vibrantes e o encontro de diferentes culturas.
Dezesseis anos depois, Cláudio Alcoforado, presidente da SUCESU-PE, descreveu o sentimento daquela Copa ao Diario. Cláudio contou sobre os episódios envolvendo as famosas vuvuzelas e também comentou sobre as baixas temperaturas no país durante a competição.
“Além de torcer por seu país, é maravilhoso estar em um ambiente com pessoas de diversas culturas e de diversas línguas maternas. É super divertido! A memória mais viva é de um povo com uma origem muito sofrida e que batalha muito para ter uma vida melhor”, descreveu.
“O barulho das vuvuzelas é até meio estranho para quem curte futebol há muito tempo e está acostumado a ouvir os gritos da torcida. As vuvuzelas são ensurdecedoras e você fica sem ouvir as reações dos torcedores o tempo todo. O frio foi grande em Joanesburgo. Às vezes reprimia a vontade de curtir as ruas, sobretudo à noite. Mas também fomos a Durban, onde o clima ao lado do Oceano Índico era mais ameno e nos permitiu um banho de mar”, concluiu.