Santa Cruz: como ficará a estrutura do clube após a implementação da SAF
Tricolor do Arruda prepara mudanças na gestão e no departamento de futebol para a disputa da Série B de 2027
O Santa Cruz se prepara para uma mudança estrutural que vai além da chegada de novos investidores. Com a implementação da SAF, prevista para o fim de 2026, o clube terá uma nova organização administrativa e profissional para planejar a temporada de 2027, quando disputará a Série B do Campeonato Brasileiro.
A transformação acontece após um ano marcante dentro de campo. Sob a presidência de Bruno Rodrigues, o Tricolor conquistou dois acessos, incluindo o retorno à segunda divisão nacional após nove temporadas.
Apesar de ainda não ter oficializado a intenção de disputar a reeleição, marcada para 6 de dezembro, o dirigente aparece como favorito à permanência no cargo pelos resultados alcançados durante seu mandato.
A provável continuidade de Bruno, porém, não significa que a estrutura permanecerá a mesma. Com a entrada da Matix no controle da SAF, profissionais com experiência no mercado do futebol devem ganhar protagonismo no cotidiano do Arruda.
Entre os principais nomes estão Thairo Arruda, futuro CEO da SAF, Danilo Caixeiro, sócio de Thairo na Matix, Raphael Rezende, consultor de mercado, Eduardo Freeland, executivo de futebol, Luís Sinforoso, preparador físico, e Fernando Fleury, diretor de marketing e negócios.
Thairo Arruda e Danilo Caixeiro à frente da SAF
Thairo Arruda será o principal executivo da nova estrutura. Com experiência na gestão do Botafogo, o dirigente terá a responsabilidade de conduzir a operação da SAF coral, coordenando o planejamento esportivo, administrativo e financeiro.
Ao lado dele estará Danilo Caixeiro, parceiro na Matix e integrante do grupo responsável pelo investimento no Santa Cruz. A dupla terá participação central nas decisões do clube, sobretudo na montagem do elenco para a Série B.
A estrutura também contará com investidores internacionais, incluindo empresários dos Estados Unidos, da Itália e da Colômbia.
Eduardo Freeland, Raphael Rezende e a reestruturação do scout
Anunciado pelo Santa Cruz na última sexta-feira (23), Raphael Rezende chega como consultor de scout para auxiliar na reorganização do departamento responsável pela análise e pelo monitoramento de jogadores.
O profissional participará da identificação de reforços e da montagem do elenco para 2027, em conjunto com a SAF e o executivo de futebol Eduardo Freeland. A função ganha importância diante do novo patamar financeiro do clube e das exigências da Série B.
Antes de chegar ao Arruda, Rezende trabalhou por aproximadamente quatro anos no Botafogo, onde participou da estruturação do setor de scout durante a gestão da SAF liderada por John Textor.
Luís Sinforoso vai auxiliar na preparação física
Outro nome ligado ao planejamento é Luiz Felipe Sinforoso, profissional de educação física e preparação de performance com passagens por clubes como Vasco e Botafogo.
Embora ainda não tenha sido anunciado oficialmente pelo Santa Cruz, Sinforoso já revelou, em suas redes sociais, que está auxiliando o clube na preparação para a próxima temporada.
A preparação física será um dos pontos de atenção em 2027. Após temporadas com calendário reduzido, o Tricolor terá uma agenda mais extensa com o retorno à Série B.
Fernando Fleury segue como elo no marketing e nos negócios
Diretor de marketing e negócios do Santa Cruz, Fernando Fleury também participa do processo de transição e vem auxiliando a SAF na organização da nova estrutura.
Sua atuação faz a ligação entre o trabalho desenvolvido pela associação e as demandas do novo modelo de gestão.
Qual será o papel de Bruno Rodrigues?
A implementação da SAF também deve modificar a atuação da presidência da associação. Caso confirme a candidatura e vença a eleição de dezembro, Bruno Rodrigues precisará compartilhar as decisões com a nova gestão executiva.
O dirigente pretende manter participação ativa nas decisões do Santa Cruz, com representação na governança da SAF e mecanismos de intervenção em assuntos estratégicos.
A estrutura prevê um conselho com sete integrantes, dos quais cinco serão indicados pela SAF e dois pelo Santa Cruz. Se for reeleito, Bruno terá assento no colegiado e poderá vetar determinadas decisões, conforme as regras estabelecidas no contrato.
Na prática, a gestão do futebol ficará sob responsabilidade da SAF, enquanto a associação manterá mecanismos de participação e proteção dos interesses institucionais do clube. A divisão de atribuições deverá ficar mais clara após a conclusão das etapas jurídicas e administrativas da operação, prevista para o fim de 2026.
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