Com salários atrasados, Santa Cruz aposta em força da torcida para quitar débitos
Com débitos de imagem e CLT, Santa Cruz depende de renda da Arena para quitar folhas
Publicado: 20/04/2026 às 11:59
Torcida do Santa Cruz (Rafael Melo/FPF)
O Tricolor do Arruda vive uma semana de contrastes. Enquanto o elenco e os funcionários do clube lidam com atrasos salariais, a esperança de dias melhores fica pela força das arquibancadas. No domingo (26), às 16h, o Santa Cruz enfrenta o Amazonas, na Arena de Pernambuco, pela quarta rodada.
Crise de portas abertas
A realidade financeira do clube é delicada. Apesar de a diretoria ter quitado o mês de fevereiro (CLT) na última semana, o débito ainda é alto: o mês de março (CLT) segue em aberto, além de fevereiro e março referentes aos direitos de imagem. Para os atletas que renovaram de 2025 para 2026, a lista de pendências inclui ainda 13º salário, férias e auxílio-moradia. O clube também possui débitos com os funcionários.
Mesmo diante do cenário, o técnico Claudinei Oliveira mantém o discurso de cobrança profissional. Segundo o comandante, o extracampo não deve ser utilizado como justificativa para a queda de rendimento técnico da equipe, que ocupa atualmente a 11ª posição na tabela, com quatro pontos conquistados.
O impasse da SAF
A solução definitiva para o fluxo de caixa parece travada na burocracia. O processo de implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) passa por um momento de transição interna. Os atuais investidores negociam a venda de suas cotas para um novo grupo, mas o trâmite não possui prazo para conclusão. Sem o aporte imediato da SAF, a bilheteria torna-se a principal fonte de oxigênio para o pagamento de novos débitos.
Após o tropeço na última rodada, a vitória é fundamental para que a Cobra Coral não se distancie do G-8 e evite que a crise financeira se transforme em um colapso esportivo precoce na temporada.