Vilão e herói: Rokenedy simboliza a incerteza por trás da meta do Santa Cruz
Montanha-russa: Rokenedy simboliza a instabilidade que ameaça o Santa Cruz
Publicado: 12/02/2026 às 09:41
Rokenedy, goleiro do Santa Cruz (Rafael Melo/FPF)
O Santa Cruz segue refém da própria irregularidade e começa na meta. Jovem formado na base coral, Rokenedy, personifica o momento do time: capaz de lampejos heroicos, mas ainda incapaz de oferecer a segurança mínima que a posição exige. Goleiro não vive apenas de defesas difíceis. Vive, sobretudo, de confiança. E é exatamente isso que falta.
Mais do que a saída equivocada, chamou atenção o posicionamento inseguro — um goleiro indeciso, mal colocado e sem comando sobre a própria área. As vaias vieram naturalmente. E não apenas pelo erro pontual, mas pela sensação recorrente de insegurança. Em um clássico, cada detalhe pesa. E o Santa Cruz não pode se dar ao luxo de conviver com a dúvida embaixo das traves.
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No entanto, no mesmo jogo, Rokenedy mostrou reflexos e coragem. Fez defesa difícil operou um milagre cara a cara com Dodô e ainda defendeu um pênalti cobrado por Paulo Sérgio. Momentos que poderiam consolidar um herói.
“O Rock a torcida pegou no pé, mas ele conseguiu continuar no jogo, tranquilo. Tanto é que teve o pênalti depois que ele defendeu. Então, o torcedor tem o direito de cobrar. E a gente o que a gente tem que fazer? É dar o resultado”, disse Fábio Cortez, técnico interino.
Mas é justamente aí que mora o problema: o Santa Cruz não precisa de um goleiro que alterne entre vilão e salvador em questão de minutos. A irregularidade é o maior adversário de Rokenedy. Em um setor onde o erro costuma ser fatal, viver de extremos não é virtude, se torna risco.