Beto Lago: 'Reações que trazem alívio, mas não escondem os problemas'
O time de Hélio e Guilherme dos Anjos voltou a exibir uma postura passiva, distante da marcação pressão que já foi marca registrada
Publicado: 02/04/2026 às 09:33
Jogadores do Náutico (Divulgação/ CNC)
Reação e alívio
Nos duelos entre pernambucanos e goianos, o saldo soa positivo pelo poder de reação de Sport e Náutico. O Leão, com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, arrancou um 1x1 diante do Vila Nova, na Ilha do Retiro. Já o Timbu fez mais: venceu de virada o Atlético/GO, no Antônio Accioly, em Goiânia, e respirou após duas derrotas seguidas em casa. A vitória alvirrubra precisa ser valorizada, sobretudo pelo contexto. Jogar fora de casa, sair atrás e virar exige competitividade. E isso apareceu. Mas o primeiro tempo foi preocupante. O time de Hélio e Guilherme dos Anjos voltou a exibir uma postura passiva, distante da marcação pressão que já foi marca registrada. Um Náutico espaçado, vulnerável e acumulando erros individuais. O gol de Léo Jacó, aos 40, foi consequência natural de um time que pouco competia. Na volta do intervalo, o cenário quase piora. O Atlético/GO teve chances claras de ampliar e só não o fez por intervenção de Muriel. A reação veio, mas muito mais na base do ajuste pontual do que de uma estrutura sólida. A entrada de Leoni deu organização ao meio, e aí o time cresceu. Vinícius empatou aos 32 e, quatro minutos depois, Igor Fernandes, que quase comprometeu antes, garantiu a virada. Vitória que alivia. Mas o Náutico ainda oscila demais para quem quer brigar por algo maior.
Na Ilha do Retiro, vencer o Vila Nova era mais que importante e necessário. Não só pela tabela, mas pela tentativa de resgatar o peso do estádio. O início até foi promissor. O Sport mostrou intensidade, ocupou espaços e controlou o jogo. Mas, como vem sendo rotina, caiu de produção rapidamente e passou a oferecer o jogo ao adversário. A expulsão de Iury Castilho, ainda no primeiro tempo, escancarou um problema recorrente: falta de controle emocional e decisões equivocadas. Um erro que custou caro e mudou completamente o cenário da partida.
Gol que evita o desastre
No segundo tempo, com um a menos, o Sport fez o esperado: recuou. E pagou o preço quando Janderson abriu o placar para o Vila Nova. O que veio depois foi mais na base da entrega do que da organização. O empate de Perotti, em bela cabeçada, premiou a vontade. Mas não pode mascarar a falta de padrão coletivo. O ponto conquistado evita o desastre. Mas reforça algo evidente: sem treinador, o Sport segue à deriva.
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Campeões em meio às incógnitas
A Série D começa no próximo fim de semana, com quatro representantes pernambucanos. E um dado chama atenção: o Retrô está entre os poucos clubes do torneio que já sabem o caminho do título. Divide essa condição com equipes como São Raimundo/RR, Aparecidense, Operário/MT, Sampaio Corrêa, Ferroviário, América/RN e Tombense. Mas histórico não entra em campo. O desafio agora é provar que o status de “campeão” não é apenas um detalhe estatístico, mas um diferencial competitivo real dentro de um torneio marcado pelo equilíbrio e, muitas vezes, pelo improviso.