Hélio dos Anjos fala sobre função no futebol do Náutico: "Não tenho intenção de ter a chave do clube"
A comissão técnica do Náutico detalhou a nova estrutura do departamento de futebol para 2026
Publicado: 16/12/2025 às 19:12
Hélio dos Anjos, técnico do Náutico (Rafael Vieira/CNC)
Em entrevista coletiva de apresentação para a temporada nesta terça-feira (16) no CT Wilson Campos, a comissão técnica do Náutico falou sobre a nova estrutura do departamento de futebol do clube, que será comandado pelos treinadores Hélio e Guilherme dos Anjos.
Para a temporada de 2026, o comando técnico do Timbu será o grande responsável por conduzir os assuntos relacionados ao futebol, não existindo profissionais no departamento. Segundo Hélio dos Anjos, a decisão foi tomada em conjunto com o executivo e a responsabilidade pelos resultados será totalmente dos comandantes.
“Eu não tenho intenção nenhuma de ter chave de clube. Também não tenho intenção nenhuma de sobrepor a um comando muito estruturado e bem executado pelo nosso presidente. Ninguém impôs para termos essa posição no departamento de futebol. Se hoje nós estamos aqui com esse propósito, é porque construímos algo no passado recente”, disse Hélio.
“Nos colocamos em uma situação no ano passado de centralizar as decisões do futebol e as coisas deram certo. Nós temos a consistência de que virão críticas, mas também tenho a consciência de que vai acontecer elogios, porque nós vamos ganhar. A responsabilidade de resultado no Náutico é minha, como foi desde que eu cheguei aqui, não abro mão desta responsabilidade”, completou.
Agora também técnico oficialmente do Náutico, Guilherme dos Anjos detalhou os trabalhos que vêm sendo feitos na busca de contratações no mercado. Os dois treinadores alvirrubros são os principais responsáveis pela montagem do elenco da próxima temporada.
“Vimos inúmeras pessoas preocupadas de como seria essa montagem do elenco feita por nós, e ela é realmente feita em conjunto e com inúmeros critérios desenvolvidos internamente, para que a gente possa ser assertivo. Tivemos algumas dificuldades iniciais em função das dificuldades que o mercado impôs. Depois a gente foi se adaptando e o mercado também passou a se adaptar”, externou Guilherme dos Anjos.
“O mais importante construído por nós foi a paciência de entender que precisamos ser bastante criteriosos e não abrir mão desse critério. Lá na frente a gente vai entender o quão foi válido esse critério e se vale a pena modificar ele de alguma forma, mas não abrir mão dele. É um conjunto de fatores, critérios e tomadas de decisão. E a responsabilidade vai ser acima de tudo nossa”, concluiu.