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COLUNA BETO LAGO

Beto Lago: 'Estadual começa com favoritismo fragmentado'

O Pernambucano se inicia nesta sexta-feira (09), com os jogos entre Retrô x Vitória e Náutico x Maguary

Beto Lago

Publicado: 09/01/2026 às 07:33

Bola do Campeonato Pernambucano de 2026/ Rafael Vieira/FPF

Bola do Campeonato Pernambucano de 2026 ( Rafael Vieira/FPF)

Tem favorito?
O Estadual começa sob um roteiro pouco usual: depois de anos, o favoritismo não repousa na Ilha do Retiro. Ele se fragmenta. E isso, por si só, já diz muito sobre o momento do futebol local. Com um formato mais curto – sete rodadas na fase classificatória –, o erro deixa de ser detalhe e passa a ser sentença. Não haverá tempo para recuperação. Um tropeço diante de um intermediário pode custar não apenas pontos, mas a vaga nas finais. O Náutico surge como o “favorito pela estabilidade”. Com o aval do acesso à Série B, as permanências de Hélio dos Anjos e de uma base já assimilada garantem vantagem competitiva. Se os rivais tateiam ideias, o Timbu já sabe o que quer. O Santa Cruz entra em outro eixo de favoritismo: o do entusiasmo. Depois de anos de fracassos acumulados, o acesso à Série C foi um divisor de águas. Há ambiente, há mobilização, há discurso e, principalmente, há planejamento antecipado. Marcelo Cabo teve pré-temporada, elenco formado cedo e testes realizados. E o Sport? O Leão é o grande ponto de interrogação. Tricampeão estadual, sim. Mas recém-rebaixado e lanterna da Série A e politicamente instável. Vive uma reconstrução forçada, com orçamento reduzido, elenco incompleto e apostas de alto risco. Roger Silva começa o Estadual com o Sub-20, em um cenário que beira o improviso. Hoje, o Sport entra mais preocupado em sobreviver do que em impor respeito. Fica claro que em um torneio curto, quem errar menos chega. E quem errar cedo, cai pelo caminho. E quem se achar favorito, pode acabar caindo.

A hora da verdade para o Retrô
O Retrô chega pressionado. O rebaixamento quebrou a narrativa de projeto sempre em ascensão. Ainda assim, a Fênix segue sendo a principal ameaça do Trio de Ferro. A manutenção de algumas peças-chave indica que a diretoria entendeu onde errou menos. A mudança no comando técnico, com Jamesson Andrade, carrega a expectativa de resgatar aquilo que sempre foi a marca do clube: intensidade, agressividade e competitividade acima da média.

Maguary é a grande aposta
Entre os clubes fora do eixo principal, o Maguary desponta como a aposta mais consistente, muito pela continuidade. Sued Lima permanece no comando, o elenco foi mantido dentro do possível e o clube sabe exatamente onde pode competir. O Arthurzão segue como arma decisiva. Em um Estadual curto, mando de campo pesa. Além disso, o Maguary terá calendário cheio: Copa do Brasil e Série D, o que aumenta visibilidade, receita e ambição.

Correndo por fora
A parte de baixo da tabela será uma disputa silenciosa e brutal. Com apenas um rebaixado, cada ponto vira ouro. O Decisão, também presente na Série D, aposta no jogo reativo, de linhas baixas e forte marcação. O Vitória das Tabocas, campeão da A2, retorna à elite em parceria com o Central, que não disputa a Série A1. Já o Jaguar, boa surpresa em 2025, entra com discurso mais modesto. O objetivo é claro: permanecer.

 

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