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Paredão da seleção, Lorena está entre as melhores goleiras do mundo

Com passagem pelo Sport, Lorena se transformou em titular absoluta da seleção brasileira e uma das melhores goleiras do mundo segundo a France Football

Por Raphael Brasil

Lorena, goleira da Seleção Brasileira

Para enfrentar a Argentina nesta terça-feira (13), às 20h30, na Arena de Pernambuco, o Brasil conta com a participação da goleira Lorena para a partida, jogadora que se tornou figura carimbada da seleção nos últimos anos, como uma das principais da posição no mundo.

Aos 29 anos, ela acumula passagens por Centro Esportivo, Sport, Grêmio e Kansas City, time que defende atualmente, e está na seleção brasileira desde 2021.

A goleira ganhou destaque na seleção durante as Olimpíadas de Paris 2024, quando foi fundamental na conquista da medalha de prata com a seleção brasileira.

Início no futebol

Natural de Ituverava, Lorena começou a praticar futebol na rua com seus amigos. Na época, arriscava-se um pouco mais jogando bola e subia uma linha e atuava como zagueira. Chegou a fazer testes no Santos como defensora, mas não conseguiu ser aprovada.

O movimento para virar goleira aconteceu ainda pequena, onde, em duas ocasiões, teve de assumir a posição. Em uma delas, defendeu um pênalti. Entrando em uma escolinha de futebol, Lorena fez teste no Guarujá e conseguiu ser aprovada para entrar na equipe do Bangu.

Seu desempenho no clube carioca chamou a atenção de Ricardo Navarro, preparador de goleiros da Seleção Brasileira, que a levou para a base do Centro Olímpico em 2012.

Chegada em Pernambuco

Após não conseguir espaço na equipe do centro esportivo, Lorena buscou novos ares. Foi quando chegou o Sport Club do Recife na carreira dela. Em 2017, ela desembarcou em Pernambuco e logo se tornou titular do time do Leão rubro-negro, fazendo sua estreia contra o Osasco Audax em março do mesmo ano. Pelo Leão da Ilha, Lorena também acumulou títulos, tornando-se bicampeã do Pernambucano.

Com grande destaque no clube pernambucano, a goleira logo chamou atenção de outras equipes, foi quando atravessou o país para defender o Tricolor Gaúcho em 2019. De início, a arqueira passou alguns anos no banco do Grêmio e só foi assumir a titularidade da equipe em 2021. Pelo Imortal, foram 5 anos e 56 jogos de 2019 até 2024.

Primeiros passos na seleção

Junto da titularidade no tricolor gaúcho, a goleira começou a ser convocada para a seleção brasileira em agosto de 2021. Foi sendo chamada para alguns amistosos até se tornar titular da equipe e ajudar a conquistar o título da Copa América Feminina de 2022. Mas, devido a uma contusão, acabou ficando de fora da disputa da Copa do Mundo de 2023.

Volta por cima

Mesmo sem participar da Copa do Mundo, a goleira continuou nos radares da seleção brasileira. E foi pouco antes da disputa das Olimpíadas de Paris 2024 que Lorena ouviu seu nome ser anunciado pelo técnico Arthur Elias.

A seleção não começou bem aquela edição, perdendo dois jogos na fase de grupos, um para o Japão, tomando a virada nos acréscimos, e outro para a Espanha. A grande virada de chave veio no mata-mata, onde a goleira fechou o gol contra a França nas quartas de final, depois ajudou o Brasil a eliminar a Espanha nas semifinais. Na decisão, a medalha de ouro ficou por um detalhe, e o Brasil acabou perdendo para os Estados Unidos.

Lorena terminou aquelas olimpíadas com bastante crédito com a torcida brasileira e voltou a ser convocada, tornando-se peça fundamental no elenco da seleção. Ela ajudou na conquista de títulos, como a Copa América feminina de 2025, título que já havia conquistado anteriormente em 2022.

Um ano após seu desempenho nas Olimpíadas, Lorena passou a chamar a atenção de clubes do exterior, e em 2025 ela foi anunciada pelo Kansas City, clube que defende até hoje.

Uma das melhores do mundo

Foi com seu desempenho nas últimas temporadas que a goleira entrou para a lista das melhores do mundo. Hoje, Lorena está na disputa do prêmio de melhor goleira do mundo pela France Football e entre os 30 nomes para melhor jogadora do mundo também pela revista francesa, sendo a única representante brasileira nos dois prêmios.