Manifesto "Proibir não é proteger" é exibido em nove jogos da 29ª rodada do Brasileirão
Campanha ocupa placas publicitárias nos estádios nesta quarta (7) e quinta-feira (8), com mensagens sobre os efeitos da proibição e a importância da regulação das apostas esportivas
Publicado: 08/10/2026 às 19:55
Manifesto "Proibir não é proteger" (Divulgação )
O manifesto “Proibir não é proteger”, organizado por empresas legalizadas de apostas esportivas, estará presente em nove partidas da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputadas nesta quarta-feira (7) e quinta-feira (8).
A iniciativa é promovida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), cujas empresas associadas cederão os espaços publicitários nas placas ao redor dos campos para a divulgação da campanha.
A ação é uma manifestação contrária à Medida Provisória 1.394/2026. Nesta nova etapa, as mensagens exibidas nos estádios vão abordar os possíveis efeitos da proibição das apostas legalizadas, o avanço do mercado clandestino e as consequências para o futebol e para os trabalhadores do setor. A campanha também convida o público a conhecer mais sobre o funcionamento da regulação.
Entre as frases previstas estão “Não se muda a regra no meio do jogo”, “Não é só o futebol que perde” e “A demanda não acaba, apenas muda de endereço”. Um dos blocos de mensagens direciona os torcedores ao site apostoquevocenaosabia.com, que reúne informações sobre as regras e as proteções oferecidas pelo mercado regulado.
Segundo as entidades organizadoras, a plataforma apresenta mecanismos de proteção previstos na regulamentação das apostas, como reconhecimento facial para abertura de contas e saques, restrições à publicidade, limites de jogo responsável e ferramentas de autoexclusão. O conteúdo também aborda o bloqueio de acesso a menores de idade, a proibição do uso de cartão de crédito, o monitoramento contra manipulação de resultados e a prevenção à lavagem de dinheiro.
O site ainda destaca o recolhimento de impostos destinados a políticas públicas e informa que o setor regulado repassou R$ 4,53 bilhões em 2025 para áreas definidas em lei, entre elas esporte, segurança pública, educação e saúde. De acordo com o documento, os dados são acompanhados de referências a leis, portarias e estudos.
O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirma que o manifesto busca destacar a contribuição do mercado regulado para os apostadores e para a sociedade. O dirigente também critica mudanças nas regras e argumenta que a proibição pode favorecer operadores clandestinos.
“Por meio do manifesto, mostraremos, mais uma vez, a importância do mercado regulado de apostas tanto para os apostadores quanto para toda a sociedade e que não se mudam regras no meio do jogo”, declarou.
Já Carlos Lima, presidente do IBJR, sustenta que a proibição não eliminaria a procura por apostas, mas poderia direcioná-la para plataformas ilegais. Segundo ele, a mudança também teria consequências para clubes, patrocínios e trabalhadores. O dirigente afirma que as demissões no setor já ultrapassam duas mil pessoas.
As declarações fazem parte do posicionamento das entidades que assinam o manifesto, ao lado de operadoras licenciadas no Brasil. O documento defende maior fiscalização do mercado clandestino e estabilidade regulatória, além de medidas voltadas ao jogo responsável.
ANJL e IBJR afirmam que a regulação é uma ferramenta para enfrentar problemas como o endividamento das famílias e o jogo problemático. As entidades se dizem abertas a discutir limites de depósitos e de tempo de jogo, regras mais rígidas para publicidade, cuidados com a saúde mental e medidas de combate aos sites ilegais.
Na avaliação das organizações, essas exigências são mais difíceis de implementar em plataformas clandestinas, que operam sem a mesma fiscalização. O manifesto sustenta, portanto, que a proibição das empresas legalizadas não encerraria o mercado de apostas, mas poderia reduzir os mecanismos de proteção disponíveis aos usuários.
Sobre a ANJL
Lançada em março de 2023, a Associação Nacional de Jogos e Loterias defende os interesses de seus associados, que estão entre os principais operadores do setor no país, e do jogo responsável e íntegro, sempre pautados pelo incentivo ao esporte, pela segurança das apostas e pela contribuição ao desenvolvimento econômico do país.
Entre os associados estão: Aposta Ganha Loterias, Fast Gaming, OiG Gaming Brazil, Ana Gaming Brasil, Esportes Gaming Brasil, SPRBT Interactive Brasil, Defy, LBBR Aposta de Quota Fixa, Lucky Gaming, Reals Brasil, Gamewiz Brasil, BETBR Loterias, Versus Brasil, SorteNaBet Gaming Brasil, Blow Marketplace, Sistema Lotérico de Pernambuco, Vanguard Entretenimento Brasil, Hiper Bet Tecnologia, Pocket Games, ODDSGATE Brasil, Upbet Brasil, EB Intermediações e Big Brazil Tecnologia e Loteria, EBAC, TaDa Gaming, BB Gaming Legitimuz Tecnologia e JogaJunto.
Sobre o IBJR
O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) foi fundado em 2023 e reúne as principais empresas de apostas do Brasil e do mundo. Sua missão é construir um ecossistema de apostas online íntegro, sustentável e responsável, sempre defendendo um mercado regulado.
A atuação da entidade se baseia em dois pilares essenciais: o combate ao mercado clandestino e a promoção do jogo responsável. Acreditamos que uma regulamentação eficiente é fundamental para impulsionar o setor, fortalecer a economia e garantir segurança tanto para apostadores quanto para operadores. Por isso, trabalhamos ativamente para enfrentar as bets clandestinas, que operam à margem da lei, prejudicam a indústria e colocam em risco toda a sociedade.
O IBJR tem entre seus membros as seguintes operadoras: A2FBR, BandBet, bet365, BetBoom, BetMGM, Betsson Group, DigiPlus (BingoPlus, ArenaPlus e GameZone), Entain (Sportingbet e Betboo), Flutter Brazil (Betfair e Betnacional), Kaizen Gaming (Betano), KTO Group, Novibet, Skill on Net (Bacana Play e PlayUzu) e Todos Querem Jogar (Bet do Milhão), e as associadas: Better Collective, Clever Advertising, OKTO, SC Operating Brasil (VBet), SevenX Gaming (BullsBet e Jogão) e Unico.