O último tango de Messi: lágrimas, atuação tímida e o adeus definitivo às Copas do Mundo
O melancólico adeus do gênio: Messi se despede das Copas com vice e atuação discreta
Publicado: 19/07/2026 às 21:30
Lionel Messi, da Argentina (PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)
É difícil processar que o torcedor do futebol mundial assistiu, neste domingo (19), à última aparição de Lionel Messi em uma Copa do Mundo. A final da edição de 2026 marcou não apenas a consagração da Espanha, mas a despedida do camisa 10 argentino dos gramados do maior torneio do planeta. Um adeus que veio com lágrimas, uma atuação tímida na decisão e o gosto amargo de mais um vice-campeonato.
A dor das derrotas moldou um Messi diferente. Mais líder, mais humano e mais conectado com a camisa argentina. Na última década, o craque transformou frustrações em conquistas e venceu tudo o que era possível pela seleção: duas Copas Américas, uma Finalíssima e a Copa do Mundo do Catar, onde foi eleito o melhor jogador do torneio e finalmente colocou fim à espera pelo título mundial.
Quem poderia imaginar que a última versão de Messi em Copas do Mundo seria uma das mais impressionantes? Aos 39 anos, em sua sexta participação no Mundial, o argentino desafiou o tempo e voltou a apresentar momentos que lembraram o auge dos tempos de Barcelona.
A campanha de 2026 foi histórica até a decisão: oito gols, quatro assistências e o prêmio de melhor jogador da partida em cinco dos sete jogos disputados pela Argentina. Messi encerra sua trajetória como o atleta com mais partidas disputadas e maior participação em gols na história das Copas do Mundo.
Um adeus que parece definitivo
O futebol já viu grandes estrelas anunciarem aposentadorias e depois mudarem de ideia. Para Messi, no entanto, o cenário parece diferente.
Antes da final, o camisa 10 afastou qualquer possibilidade de disputar a Copa de 2030. "Não, não, isso não", afirmou o argentino ao ser questionado sobre a chance de prolongar sua história nos Mundiais.
A derrota para a Espanha encerra um ciclo de ouro da Argentina, iniciado com a conquista da Copa América de 2021 e coroado pelo título mundial de 2022. Ainda resta saber se o fim nas Copas também representará o encerramento de sua história com a seleção, pela qual atua desde 2005.