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RD Congo encerra jejum de 52 anos em empate histórico com Portugal na Copa 2026

Seleção Congolesa resistiu à pressão portuguesa e celebrou um dos maiores resultados de sua história em Mundiais

Gabriel Farias

Publicado: 17/06/2026 às 18:10

Yoane Wissa, autor do primeiro gol da  República Democrática do Congo na Copa do Mundo 2026/RONALDO SCHEMIDT / AFP

Yoane Wissa, autor do primeiro gol da República Democrática do Congo na Copa do Mundo 2026 (RONALDO SCHEMIDT / AFP)

A República Democrática do Congo escreveu um dos capítulos mais marcantes dos primeiros dias da Copa do Mundo de 2026. De volta ao torneio após 52 anos, a seleção africana arrancou um empate por 1 a 1 com Portugal, nesta quarta-feira (17), em Houston, e celebrou o primeiro gol do país em Mundiais.

O responsável por eternizar seu nome na história do futebol congolês foi o atacante Yoane Wissa. Aos 50 minutos do primeiro tempo, já nos acréscimos, o jogador igualou o marcador após João Neves abrir o placar para os portugueses. O tento garantiu não apenas um ponto importante na estreia, mas também encerrou uma espera que atravessou gerações.

O fim de um jejum histórico

A última participação congolesa em uma Copa havia acontecido em 1974, quando o país disputou o torneio sob o nome de Zaire. Naquela edição, a seleção foi eliminada ainda na fase de grupos após três derrotas, 14 gols sofridos e nenhum marcado. Meio século depois, a história ganhou um novo capítulo.

A atual República Democrática do Congo, desde a participação no Mundial de 1974, não conseguia retornar ao principal palco do futebol. A classificação para a Copa de 2026 já havia sido tratada como uma conquista nacional. O empate na estreia, contra uma seleção apontada como favorita do grupo, elevou ainda mais o significado da campanha.

Quem é Yoane Wissa

Se havia um personagem ideal para protagonizar o momento, ele atendia pelo nome de Yoane Wissa. Nascido em Villeneuve-Saint-Georges, na França, o atacante de 29 anos optou por defender a seleção de seus antepassados.

Atualmente defendendo o Newcastle, da Inglaterra, Wissa chegou à Copa como principal esperança ofensiva dos congoleses. 

O gol marcado contra Portugal colocou o atacante em um lugar especial na história esportiva do país. Nenhum jogador havia conseguido balançar as redes pela seleção em Copas do Mundo até então.

Superação dentro e fora de campo

A caminhada do Congo até a estreia no Mundial também foi marcada por desafios longe dos gramados. Nas semanas anteriores ao torneio, o país enfrentou preocupações relacionadas a um surto de ebola, que impactou diretamente o planejamento da seleção.

Por questões de segurança e logística, a preparação que inicialmente aconteceria em Kinshasa, capital do país, precisou ser transferida para a Bélgica.

Mesmo diante das dificuldades, a equipe comandada por Sébastien Desabre chegou ao Mundial e mostrou personalidade logo na estreia.

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