Copa 2026: Da infância difícil ao topo do mundo, curiosidades da carreira de Messi
Contrato no guardanapo e oito Bolas de Ouro: as curiosidades da carreira de Lionel Messi
Publicado: 16/06/2026 às 11:21
Lionel Messi, atacante da Argentina (Divulgação/Fifa)
O futebol mundial se prepara para aquele que promete ser o capítulo final de uma das maiores histórias já escritas no esporte. Aos 38 anos, Lionel Messi lidera a Argentina na Copa do Mundo de 2026 respaldado por marcas que desafiam a lógica. No entanto, o caminho do atual camisa 10 do hermanos até o topo do planeta foi pavimentado por superações médicas, contratos improvisados e feridas profundas na seleção antes da consagração definitiva.
A genialidade de Messi quase foi interrompida antes mesmo de se tornar profissional. Ainda na infância, o craque foi diagnosticado com uma deficiência de hormônio do crescimento. Messi precisou de tratamento com injeções hormonais diárias para estimular o crescimento, algo que era caro e difícil de manter.
Contrato no guardanapo
A reviravolta veio no final de 2000, e de forma totalmente improvisada. No dia 14 de dezembro daquele ano, após o pai de Messi ameaçar encerrar o período de testes no Barcelona devido à demora da diretoria em tomar uma decisão, Carles Rexach, então diretor esportivo do clube catalão, selou o destino do futebol. Durante um almoço em um clube de tênis, Rexach puxou um guardanapo de papel e escreveu à caneta o primeiro compromisso oficial do clube com o astro.
A soberania na Espanha
Pelo Barcelona, Messi deixou de ser uma promessa para se tornar o maior símbolo da era de ouro do clube. Ao longo de duas décadas, ele faturou a impressionante marca de 35 troféus oficiais com a camisa blaugrana. A galeria de conquistas do craque na Catalunha inclui: 10 títulos de La Liga (Campeonato Espanhol); 7 taças da Copa do Rei; 4 taças da Liga dos Campeões da UEFA (Champions League); 3 Mundiais de Clubes da FIFA; 3 Supercopas da UEFA e 8 Supercopas da Espanha.
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Rei da bola de ouro
O argentino Lionel Messi é o maior vencedor da história da Bola de Ouro, com 8 troféus concedidos pela revista France Football. O jogador foi eleito melhor do mundo nos anos de 2009, 2010, 2011, 2012, 2015, 2019, 2021 e 2023.
Estreia trágica na Seleção
A relação de Messi com a camisa da Argentina nem sempre foi de idolatria, pelo contrário, começou como um pesadelo. Em 17 de agosto de 2005, em um amistoso contra a Hungria, o jovem de 18 anos fez sua estreia na seleção principal. Ele entrou em campo aos 64 minutos, substituindo Lisandro López. Menos de um minuto depois, em seu primeiro lance, Messi foi expulso de campo.
Eliminações traumáticas
Anos mais tarde, a dor viria em formato de Copa do Mundo, e sempre com o mesmo carrasco: a Alemanha. Em 2010, sob o comando de Diego Maradona, Messi passou em branco e viu a Argentina ser goleada por 4 a 0 nas quartas de final. Em 2014, no Brasil, o camisa 10 fez uma de suas melhores Copas (4 gols e 1 assistência) e carregou o país até a final no Maracanã, mas o gol de Götze na prorrogação adiou o sonho do título e abriu uma sequência dolorosa de vice-campeonatos.
A consagração
O futebol fez justiça a Messi em 2022, no Catar. O craque marcou sete gols, distribuiu três assistências e teve exibições de gala em todas as fases eliminatórias. Na final histórica contra a França, marcou duas vezes e quebrou recordes em série.
O único com duas Bolas de Ouro da FIFA: Tornou-se o único jogador a ser eleito o melhor atleta de duas Copas do Mundo distintas (2014 e 2022).
Artilheiro histórico: Ultrapassou Gabriel Batistuta (12 gols) para se tornar o maior artilheiro da Argentina em Copas, com 13 gols.
A última dança
Se o título no Catar parecia o desfecho perfeito, o ciclo para 2026 provou que a fome de bola do craque não havia acabado. Defendendo o Inter Miami, Messi manteve-se atuando e liderou a "Scaloneta" rumo ao Mundial atual. Ele foi o grande artilheiro do ciclo da seleção com 19 gols, período que coroou a Argentina com o bicampeonato da Copa América (2024) e a liderança isolada das Eliminatórias Sul-Americanas.
Títulos e gols
Hoje, aos 38 anos, o atleta acumula o recorde absoluto de 46 títulos oficiais na carreira e a impressionante marca de 912 gols, distribuídos por apenas três clubes profissionais (Barcelona, PSG e Inter Miami) e pela seleção. Em 2026, o mundo do futebol assiste aos passos finais do gênio que transformou a bola em arte.