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LUTO

Oscar Schmidt se recusou a jogar na NBA; entenda motivo

Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, o ala ganhou títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete

Estadão Conteúdo

Publicado: 17/04/2026 às 18:16

Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro/Rafael Vieira/DP Foto

Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro (Rafael Vieira/DP Foto)

Oscar disputou cinco edições consecutivas de Olimpíadas (Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996), e foi o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos.

Ele é, até hoje, o maior pontuador da seleção brasileira, com 7 693 pontos, e foi por muito tempo quem mais pontuou na história do basquete até ser superado por Lebron James, em 2024. O astro da NBA ultrapassou a marca de 49.737 pontos do brasileiro, um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil.

Medalhista de ouro no Pan-Americano de Indianápolis-1987, o ala de talento incomum ganhou títulos sul-americanos com a seleção brasileira masculina de basquete (1977, 1983 e 1985). Ídolo da modalidade no País, ele conquistou três bronzes importantes para sua história: no Mundial das Filipinas-1978, Pan de San Juan-1979 e Copa América do México-1989.

Em 2013, Oscar foi eternizado no Hall da Fama do basquete, em Springfield, em Massachusetts, nos Estados Unidos, mesmo sem sequer ter jogado uma partida na NBA. Ele se recusou a jogar na liga americana porque, se aceitasse, teria de abrir mão da seleção brasileira.

Em 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets, atualmente Brooklyn Nets, time da NBA, porém optou por não jogar na principal liga do basquete mundial. Na época, quem disputava a NBA não atuava pelas seleções nacionais. 

"Não me arrependo de nada", falou ele em entrevista ao Estadão. "Três anos depois (de ter recusado a NBA) a gente ganhou o Pan-Americano em 1987, nos EUA. Não me arrependo nunca, imagina? O Pan-Americano foi a coisa mais linda que aconteceu na minha vida. Vencemos dentro dos Estados Unidos, do melhor time do mundo, que já era a equipe norte-americana."

O Mão Santa defendeu Palmeiras, no qual iniciou sua trajetória, Corinthians, Flamengo e Clube Sírio, além de ter tido passagens por times da Espanha e da Itália.

No início de abril, ele foi homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), durante cerimônia do Hall da Fama, no Copacabana Palace, no Rio. Como havia passado por cirurgia, não esteve no evento e foi representado pelo filho.

Em 1998, Oscar concorreu ao senado por São Paulo na chapa do Paulo Maluf e foi derrotado por Eduardo Suplicy. "Ainda bem que não fui eleito", declarou o ex-jogador, sob o argumento de que não se via "naquilo", a política.

"No meio da campanha, eu vi muita coisa que não gostei. Eu queria ser presidente do Brasil, esse era meu objetivo. E, de senador pra presidente é um pulo, né. Faz sua candidatura rapidinho. Mas não gostei de muita coisa e vi que não era o meu mundo. Prefiro andar de bermuda", justificou.

Seu desejo era ser presidente, mas a política o desiludiu. "Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo."

 
 
 
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