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FMI eleva projeção para o PIB brasileiro, mas ainda prevê desaceleração

A estimativa do FMI para o PIB do Brasil é de 2,4% em 2026, um acréscimo de 0,5% ao valor da última projeção (1,9%)

Estadão Conteúdo

Publicado: 08/07/2026 às 11:59

FMI - Fundo Monetário Internacional/MANDEL NGAN / AFP

FMI - Fundo Monetário Internacional (MANDEL NGAN / AFP)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a aumentar a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deste ano mesmo diante da incerteza sobre as novas tarifas dos EUA contra o país. Nesta quarta-feira (8), o FMI anunciou que a estimativa para 2026 subiu em 0,5 ponto porcentual, chegando a 2,4%.

Em abril, já havia elevado a projeção do PIB em 0,3 ponto porcentual, para 1,9%, ao incluir em seus cálculos o que seria um efeito positivo com a guerra no Oriente Médio, já que o Brasil é exportador líquido de petróleo. A guerra contra o Irã, inclusive, é o maior risco para as previsões, segundo o Fundo.

Para 2027, o FMI também elevou a projeção sobre a atividade econômica, que passou de 2% para 2,2%. As novas projeções constam do relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), publicado nesta quarta-feira. "Espera-se que o crescimento no Brasil permaneça resiliente em 2026, mas desacelere um pouco no ano seguinte", diz a equipe do FMI no relatório.

A visão do FMI para a economia brasileira mostra que o país se destaca entre os pares latino-americanos e caribenhos. Para a região, a projeção é de um crescimento de 2,4% em 2026. Para o México, a estimativa é de um crescimento de 1,2% neste ano e de uma aceleração "modesta" para 1,9% em 2027. "No México, projeta-se que o crescimento acelere modestamente em meio a políticas domésticas menos restritivas, mas a incerteza continuará a restringir a atividade", diz o relatório.

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